• Outubro de 2017
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Mobile commerce cresce 84% em um ano no Brasil, afirma e-Bit

A combinação de portabilidade, conectividade e acessibilidade vem dando aos smartphones um lugar privilegiado no e-commerce brasileiro, segundo a e-Bit, que vem medindo o crescimento do m-Commerce a cada seis meses, desde 2012.

Nos primeiro semestre deste ano, a participação dos dispositivos móveis nas vendas subiu para 7% em junho de 2014. Um crescimento de 84% no período de um ano. Em junho de 2013, o volume de transações por dispositivos móveis era de 3,8%. Foram realizados 2,89 milhões de pedidos, resultando em um faturamento de R$ 1,13 bilhão.

A estimativa da e-Bit é a de que, mantida a taxa de crescimento registrada nos últimos meses, até o fim do ano o mobile commerce represente perto de 10% das transações do e-commerce brasileiro, com mais empresas de e-commerce adaptando seus sites para o uso em dispositivos móveis. O despreparo dos varejistas online para suportar a atividade continua sendo o principal entrave ao crescimento ainda mais acelerado do mobile commerce no país, junto com a precariedade das comunicações 3G e a baixa penetração de WiFi nas residências.

Os números não incluem as vendas feitas através de apps específicos de mobile commerce. "Medimos apenas os sites. O que explica o fato e 70% das transações terem sido feitas com tablets e 40% com smartphones", diz Pedro Guasti, diretor executivo da e-Bit. "Usar sites de e-commerce não adaptados para os browsers móveis prejudica muito a experiência de uso nos smartphones", explica o executivo.

As mulheres são as maiores adeptas das compras via dispositivos móveis (57% dos compradores). As classes A e B respondem por 64% dos participantes do m-commerce, e consumidores na faixa etária entre 35 a 49 anos compõe a maioria deles, segundo o 30º relatório WebShoppers, divulgado hoje.

e-Commerce também segue em alta

De acordo com a pesquisa WebShoppers, no primeiro semestre de 2014 o comércio eletrônico brasileiro registrou faturamento de R$ 16 bilhões, um crescimento nominal de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o final do ano, a previsão é atingir uma receita de R$ 35 bilhões, um resultado que será 21% superior ao registrado em 2013, alcançando 104 milhões de pedidos.

“Promoções, variedade de produtos, entrega em casa e com frete grátis, além do poder de decisão da compra pela pesquisa em diversas lojas virtuais e a mobilidade são alguns dos fatores que vêm contribuindo para que o consumidor feche a compra pela Internet”, afirma Pedro Guasti.

Neste primeiro semestre, o número de pedidos chegou a 48,17 milhões contra 35,54 milhões nos seis primeiros meses de 2013. Já o tíquete médio ficou em R$ 333,40, pouco menor do que o registrado no último semestre de 2013, que inclui o período do Natal, de R$ 359,48.

Um dos fatores responsáveis por este crescimento nas vendas é, segundo o relatório, a entrada de novos consumidores no varejo online, que, até junho, foi de 5,06 milhões. No total, 25,05 milhões de consumidores fizeram compras pela Web no primeiro semestre. Até o final de 2014, a E-bit prevê que as lojas online brasileiras alcancem 63 milhões de consumidores únicos, que já realizaram pelo menos uma compra pela Internet.

A categoria de Moda e Acessórios manteve a liderança conquistada há um ano nas vendas do comércio eletrônico brasileiro. Com participação de 18% no volume total de pedidos, é seguida por Cosméticos e Perfumaria/Saúde (16%), Eletrodomésticos (11%), Livros/Assinaturas e Revistas (8%) e Telefonia/Celulares (7%) e Informática (7%).

As vendas de televisores no primeiro semestre - que representavam 36% das vendas da categoria Eletrônicos em janeiro, saltando para 48% em junho - amenizaram a queda de 17% no faturamento do e-commerce nacional durante os 30 dias da Copa do Mundo, em comparação aos 30 dias imediatamente anteriores ao torneio.

Preços mais baixos

Neste primeiro semestre, houve melhora também no indicador Net Promoter Score (NPS), que mede diretamente a satisfação e experiência do consumidor em sua compra online: passou de 58,96% (junho de 2013) para 60,46% (junho de 2014), o que denota uma sensível melhora na satisfação e fidelização dos e-consumidores. Já a participação do frete grátis nas compras caiu de 62% (junho de 2013) para 50% (junho de 2014), o que demonstra uma oferta mais consciente deste incentivo pelas lojas virtuais aos consumidores.

Já o Índice FIPE/Buscapé apontou queda média mensal de -0,34% nos preços, de março a junho de 2014. Dos nove meses em que houve aumento de preço, quatro estão concentrados no segundo semestre de 2013 em função do impacto da desvalorização de cerca de 16% do real no curto prazo sobre os preços de produtos importados que têm grande peso no e-commerce, como eletrônicos, informática, telefonia e fotografia.

Dos dez grupos de produtos analisados pelo indicador durante o primeiro semestre de 2014, seis apresentaram redução nos preços e quatro registraram alta. O grupo com a maior queda foi Moda & Acessórios (-8,61%).

Fonte: IDG Now!