• Setembro de 2017
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Comércio tem retração de 15,68% nas vendas em janeiro no DF

As vendas do comércio do Distrito Federal sofreram retração de 15,68% em janeiro na comparação com o mês de dezembro, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Fecomércio.

O setor de calçados foi o que mais sofreu impacto na redução da vendas em relação a dezembro (-46,12%), seguido do de vestuários (-38,52%), utilidades domésticas (-24,04%) e floricultura (-23,60%). O setor de serviços diminuíram 8,92%.

Também tiveram queda acentuada os setores de tecidos (-17,67%), informática (-12,79%), material de construção (-11,37%), farmácia e perfumaria (-11,20%); óticas (-10,90%); autopeças e acessórios (-9,78%); mercado e mercearia (-9,05%); livraria e papelaria (-9,04%); bares, restaurantes e lanchonetes (-6,90%) e móveis e decoração (-0,02%).

Para o presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, o desaquecimento de um mês para o outro já era esperada, em razão de dezembro concentrar as vendas de Natal. Mas o cenário econômico é de retração, diz.

“Esta redução nas vendas reflete a reação da população, no sentido de se precaver em relação ao aumento da taxa de juros, da elevação da tarifa de energia elétrica, dos aumentos dos preços da gasolina, dos alimentos e das passagens de ônibus, cujos efeitos foram sentidos já no início de fevereiro”, disse, por meio da assessoria da entidade.

Serviços

No setor de serviços, apesar da retração média, alguns setores tiveram incremento nos negócios em janeiro, como academia (15,22%), agência de viagem (9%) e autoescola (5,94%).

As principais quedas foram verificadas nos segmentos de eventos (-46,12%), aluguel de artigos para festa (-23,78%), clínicas de estética (-18,68%), petshop (-15,58%), salão de beleza (-12,46%) e reparação de eletroeletrônicos (-2,45%).

Os cartões de crédito representaram 45,56% dos pagamentos feitos no comércio e 40,35% no de serviços.

A Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF é feita mensalmente pelo Instituto Fecomércio, com apoio do Sebrae. Participaram da pesquisa 900 empresas (595 do comércio e 305 de serviços).

Fonte: G1 DF