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Quinta-feira, 08 de Julho de 2010
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Venda de material de construção cai 5,5%
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Depois de 15 meses em franco crescimento, as vendas de material de construção no varejo em todo o País apresentaram queda de 5,5% em junho, na comparação com maio.
Por outro lado, o levantamento realizado pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) em parceria com o Ibope Inteligência mostra que em relação a junho do ano passado, houve crescimento de 6,5%. Considerando o período de janeiro a junho, o segmento expandiu 8% frente ao primeiro quadrimestre de 2009.
Para Cláudio Elias Conz, presidente da associação, o cenário surpreende, já que desde março de 2009 o setor mostrava tendência de crescimento no varejo, com aumento de 10%, mês a mês, aproximadamente, desde o segundo semestre do ano passado. "Com a Copa do Mundo, o comércio ficou fechado por alguns dias e isso pode ter pesado no fechamento do mês", opina.
Mesmo com a variação negativa do mês passado, a previsão é de que o setor continue crescendo e passe o índice de 2009, quando registrou alta de 4,5% em relação a 2008 (período em que o segmento bateu recorde de vendas, com crescimento de 9,5%).
Para este ano, a expectativa é de que haja aumento entre 10% e 11% ante 2009. "O segundo semestre é sempre melhor do que o primeiro. Acredito que vamos recuperar essa perda que tivemos, mas ainda é cedo para saber se a baixa no volume de vendas em junho é atípico ou se é uma tendência", observa o presidente da Anamaco.
Ainda segundo o estudo, 62% dos lojistas apontam que haverá aumento de 10% a 20% no volume de vendas de materiais de construção no mês de julho.
Para eles, alguns itens como tubos e conexões de PVC (comercializados em 87% dos pontos de venda), metais sanitários (vendidos em 83% das lojas) e interruptores, plugues e tomadas (presentes em 82% das lojas do País), devem ter aumento de venda de 10% a 15% no próximo mês.
GRANDE ABC
Para alguns comerciantes da região o prejuízo foi maior. Proprietário de uma loja de materiais de construção de São Bernardo, Nilton Sammarone registrou em junho queda entre 10% e 12%. "Acredito que a Copa do Mundo não foi a principal responsável pela redução do volume de vendas. Acho que as pessoas andam mais endividadas, pois compram novas residências, assumem dívidas, e não têm dinheiro para reformar suas casas". Mesmo assim, Sammarone enfatiza que o segundo semestre deve apresentar melhora. "Não digo que vamos recuperar o ritmo neste mês (julho), por causa das férias escolares, mas a partir de agosto, provavelmente as vendas vão melhorar".
A assistente de administração de uma loja do setor localizada em Santo André Priscila Damião acredita que a realidade será outra. "Houve ligeira queda em junho, mas neste mês vamos recuperar o que perdemos em vendas, afinal, é comum algumas escolas fazerem reformas enquanto os alunos estão de férias", comenta.
Uma loja do setor situada em Diadema também ficou com suas prateleiras mais cheias em junho. "Observamos uma queda, mas acredito que é por causa do frio - estação ruim para reformas. Teremos nos próximos meses índices melhores", conta Alana Sousa, proprietária do comércio.
Medidas do governo ajudam segmento
O decreto do governo federal que oficializou a extensão do período de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os produtos do setor, no dia 29, deve contribuir para manter o segmento aquecido.
"A prorrogação da redução do imposto tem papel fundamental no aquecimento do nosso setor. O governo entendeu a importância da manutenção dessa medida, pois ela beneficia, sobretudo, a parcela da população mais carente, a que tem renda familiar de até cinco salários-mínimos. O decreto é válido para a cesta básica de material de construção, ou seja, aqueles produtos imprescindíveis na construção de uma casa popular", afirma Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção).
POPULAR
De acordo com ele, a medida, somada às obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e do programa federal Minha Casa, Minha Vida, contribui para a manutenção do aquecimento do setor.
"Estamos vindo de uma série de crescimentos progressivos, batendo recorde de faturamento a cada ano. Apesar da queda registrada neste mês, estamos em um cenário completamente diferente do início de 2009. Não existe mais crise, e sim uma excelente oportunidade de desenvolvermos ainda mais o nosso setor", explica.
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Fonte: Diário do Grande ABC
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Tags: Materiais de construção
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