• Novembro de 2017
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Banco do Brasil prevê de expansão de até 11% no crédito em 2015

O Banco do Brasil divulgou, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, metas mais tímidas para o crescimento do crédito em 2015. A instituição espera que seus empréstimos no conceito ampliado, que incluem títulos privados e garantias, cresçam no mínimo 7% e no máximo 11% neste ano, abaixo da projeção do ano passado, de aumento de 12% e no máximo 16%. Tal intervalo já havia sido revisado para baixo. O anterior ia de 14% a 18%.

O maior crescimento em crédito em 2015, de acordo com o BB, deve vir da pessoa jurídica, cuja expectativa é de aumento também de 7% a 11%. A faixa também é mais conservadora. No ano passado, o banco iniciou o exercício com meta de avançar esses empréstimos de 14% a 18%, mas, no último trimestre, já havia revisado a faixa para alta de 12% a 16%.

Na pessoa física, o BB espera que o crédito cresça de 6% a 10%, abaixo do intervalo revisado para o ano passado, de 8% a 12%. A faixa anterior indicava aumento de no mínimo 12% e no máximo 16%.

As projeções para 2015 consideram, segundo o banco, rentabilização da carteira de clientes para potencializar receitas, ausência de novas aquisições e/ou parcerias estratégicas, manutenção do atual modelo de negócios, reajustes nos contratos com fornecedores e acordo coletivo de trabalho e crescimento da carteira de crédito considerando as condições econômicas. Na outra ponta, escapam do controle da instituição retomada do crescimento mundial, normalização das condições monetárias nos EUA, manutenção do Brasil no grau de investimento, preservação da atual política macroeconômica, câmbio flutuante, metas para a inflação e disciplina fiscal e manutenção da taxa média de desemprego em níveis atuais.

O BB espera que o indicador de PCLD (gastos com provisões para devedores duvidosos acumulados em 12 meses divididos pela carteira de crédito) fique entre 2,7% e 3,1%, mesma projeção divulgada para 2014. Também foi mantida a meta para retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado (RSPL) que deve ficar entre 14% e 17% em 2015.

"A partir de 2015, o valor de R$ 8,1 bilhões referente ao Instrumento Elegível ao Capital Principal passará a ser considerado no patrimônio líquido ajustado, para efeito do cálculo do RSPL ajustado", informa o BB, em relatório.

A margem financeira bruta do BB deve chegar ao final deste ano em no mínimo 9% e no máximo 13%. No ano passado, o banco projetava intervalo de 5% e 9%. Ao contrário dos demais guidances, este havia sido revisado para cima no ano passado uma vez que a projeção inicial era de 3% a 7%.

A instituição espera crescer suas receitas com tarifas entre 7% e 10% em 2015, levemente mais otimista do que o intervalo de 2014 de 6% a 9%. O inicial, porém, projetava aumento de 9% a 12%. Já as despesas administrativas do BB devem aumentar no mínimo 5% e no máximo 8% neste ano, mesma faixa estimada para 2014.

As captações comerciais da instituições, incluindo depósitos totais, LCA, LCI e operações compromissadas com títulos privados, devem subir entre 5% e 9% neste ano, intervalo bem mais tímido que o de 12% e 16% no ano passado. Este guidance também foi cortado ao longo de 2014 e antes indicava aumento de 14% a 18%.

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