• Outubro de 2017
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6 dicas para o e-commerce de moda evitar problemas com frete

Por Guilherme Reitz

Roupas e acessórios de moda continuam sendo os produtos mais vendidos no e-commerce brasileiro, e representam 18% do volume total de vendas em sites online nacionais, conforme o 30º Relatório Webshoppers, divulgado pelo E-bit. Os consumidores são atraídos, principalmente, pela comodidade, praticidade e oferta inerentes à compra online, e a necessidade de experimentar as peças de roupa ou calçados antes de adquirir os produtos não parece ser mais um impedimento para quem atua neste ramo.

Entretanto, é importante ter uma série de cuidados especiais com a logística de entrega: consumidores online de artigos de moda gostam de receber de maneira ágil e segura os produtos adquiridos. Além disso, oferecer a possibilidade de troca dos produtos, sem custo adicional em caso de defeito de fábrica, agrada cada vez mais aos consumidores.

Para ajudá-lo na gestão do seu e-commerce e promover uma boa experiência de compra aos clientes que buscam acessórios e itens de moda, enumeramos seis dicas para minimizar os problemas com frete, que é responsável por 53% dos carrinhos abandonados, segundo a ORC International.

1) Invista no manuseio e embalo das mercadorias

A complexidade do e-commerce de moda e acessórios está na grande diversidade de dimensões, sem contar as peças irregulares e o manuseio de peças delicadas, como joias. Além disso, não há um padrão no volume de compras por carrinho, que pode ter uma peça ou vinte. Por isso, é importante tomar cuidado na fase que antecede a entrega, evitando desperdício com grandes volumes desnecessários e garantindo que o produto seja entregue com segurança.

2) Crie SKUs para padronizar entrega de cada produto

O preço do frete varia de acordo com os produtos a serem transportados e a região a ser atendida. Como a informação sobre regiões está com a transportadora, o trabalho logístico fica muito mais fácil se cada mercadoria for padronizada por SKUs (Unidade de Manutenção de Estoque). Essa catalogação dos produtos facilita o cálculo do frete, a previsão de entrega e o uso de embalagens adequadas, que evitem problemas na entrega. Além disso, é uma informação que também será muito útil para o controle de estoque.

A Privalia, um dos grandes players nacionais desse mercado, compartilhou sua experiência com logística e argumentou que esse preparo é fundamental, uma vez que a cadeia têxtil não está madura em relação ao mercado B2C.

3) Conheça a expectativa de prazo de entrega de seus clientes

Pesquisa de 2013 da M.Sense e e.Bricks Digital aponta que 43% das consumidoras brasileiras de roupas por e-commerce consideram três dias um prazo justo, contra 11% que acreditam que o prazo de entrega deveria ser de 24 horas. As mulheres da região sudeste são as mais exigentes: 17% delas gostariam de receber suas compras em apenas um dia.

Caixas de diálogos com o cliente no próprio ambiente do e-commerce ou outras formas de pesquisa de satisfação podem ajudar sua loja a conhecer as expectativas de quem visita sua loja e guiar estratégias para oferecer uma entrega mais adequada e reduzir o abandono de carrinho.

4) Automatize o cálculo do frete

Como no mercado de moda o número diário de pedidos costuma ser bastante expressivo, o gestor de e-commerce não tem tempo de parar para calcular as condições de envio (considerando preço, prazo e transportadora responsável) de cada uma das peças. Por isso, recomendamos o uso de um gateway de fretes, que analisa cada venda e, consequentemente,

evita erros em escala. Com soluções desse tipo, evita-se redução da margem de lucro, prejuízo em campanha e frete errado.

5) Faça campanhas inteligentes

Use a tecnologia a seu favor mais uma vez: um gateway de frete já permite que o lojista crie campanhas inteligentes de frete, baseadas na relação custo/lucratividade ou no nível de procura. É possível também monitorar relatórios de desempenho das entregas contratadas pelos visitantes do e-commerce e, assim, avaliar com mais rigor e precisão o desempenho dos parceiros.

6) Prepare-se para devolver produtos

No planejamento dos custos logísticos, vale prever os gastos com logística reversa, que pode acontecer se o cliente devolver o produto no prazo de sete dias que a lei garante - ou quando há defeitos nas peças de roupas e acessórios. Segundo a pesquisa “Retail eCommerce In Brazil: Key Metrics”, as taxas de devolução de produtos no Brasil são de 4%, mas tendem a aumentar conforme aumenta a confiança do consumidor em comprar online.