• Outubro de 2017
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Vendas de chocolate na Páscoa devem gerar 26,5 mil contratações temporárias

A produção e venda de chocolates para a Páscoa 2015 vai gerar 26,5 mil contratações de funcionários temporários em todo o país, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab). No ano passado, foram 24 mil contratações temporárias. Mesmo com o número maior, a previsão é de que as vendas não aumentem e se mantenham nos mesmos 100 milhões de ovos de 2014. Na região de Sorocaba, ao contrário do que prevê a Abicab, a perspectiva é positiva: aumento nas vendas e de funcionários temporários.

Na fábrica da marca Hershey"s, em São Roque, os novos trabalhadores da área fabril e também os promotores de pontos de venda já foram contratados, aumentando em 45% a mão de obra da empresa no Brasil, que só divulga números percentuais. O foco é a produção do Kisses, chocolate em formato de gota, produto sazonal de Páscoa que começa a chegar às prateleiras a partir da segunda semana de fevereiro.

Para impulsionar as vendas no período, o time de merchandising da empresa com origem norte-americana cresceu 132% no Brasil, em relação ao ano passado. Eles vão trabalhar nas regiões Sul e Sudeste do país. Os novos funcionários, que já receberam treinamento, vieram das cidades de São Roque, Mairinque e Alumínio, e trabalharão por três meses. A perspectiva é efetivar 20% dos temporários.

Outra grande produtora de chocolate, que se intitula a maior rede de chocolates finos do mundo, a Cacau Show prevê aumentar em mais de 3,5 mil profissionais temporários para a Páscoa, com contratações entre janeiro e março, distribuídas entre as 1.800 lojas da rede, incluindo Sorocaba. Os interessados devem apresentar o currículo nas lojas mais próximas de suas residências, ter 18 anos ou mais, possuir segundo grau completo e experiência em vendas.

Para as fábricas, no interior de São Paulo, foram 433 novos colaboradores contratados, 37% a mais do que o número regular. A produção maior é para comportar a previsão de aumento de 25% nas vendas para este ano, em relação a 2014. Serão produzidas para o período 7,7 mil toneladas de chocolate, entre ovos trufados, linha gourmet, bombons, trufas, presentes e tabletes. Os produtos chegam às lojas a partir de 23 de fevereiro.

Em Sorocaba, a confeitaria e loja de doces ChocoHoney, especializada em chocolates gourmet, espera um acréscimo de 30% nas vendas. Para a produção a equipe aumentou de cinco pessoas para sete, e as proprietárias estudam novas contratações, como para embalar e vender os produtos.

A gerente da empresa, Shirley Fernandes, conta que a produção de ovos de páscoa começou na semana passada para dar conta da demanda. "Mesmo com a economia desaquecida, as pessoas continuam comprando para os familiares". Outra estratégia de crescimento da ChocoHoney é atrair clientes também de outras cidades da região. "Todo ano tem novidade em recheios, embalagens. Oferecendo produtos novos e com a qualidade de sempre, é possível atrair e fidelizar os clientes", ressalta a gerente.

Cenário fraco

A expectativa nacional é de estabilização das vendas em relação ao ano passado, como afirma o vice-presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca, em que os associados representam 95% do total fabricado no país. O acréscimo de temporários - 26,5 mil este ano contra 24 mil em 2014 - foi necessário principalmente para dar conta dos novos pontos de venda dos chocolates, como lojas em supermercados e shoppings. "Os associados precisam ter promotores de vendas nessas novas lojas para dar atendimento ao público. Na área produtiva o número não aumentou tanto", explica.

A previsão deste ano para o mercado nacional é produzir 20 mil toneladas de chocolate, ou 100 milhões de ovos, a mesma do ano passado. Isso por conta do cenário econômico adverso, afirma Fonseca. "PIB baixo, inflação em alta, aumento de impostos e juros alto são sintomas e situações da economia que não estimulam a demanda". Ainda assim, o vice-presidente da associação considera que os números são positivos, pois o Brasil continuará sendo o maior do mundo em vendas de chocolate na Páscoa, e o terceiro do mundo em produção, atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha.

Fonseca confirma que o aumento de promotores de vendas, maior em comparação ao setor produtivo, gerará custos maiores. "Mas isso diluído no conjunto total da fabricação não é tão impactante", pondera. As contratações começaram em agosto, se intensificaram agora no início do ano e seguem até março para algumas empresas. A expectativa de efetivação dos temporários é entre 10% e 15% nacionalmente.