• Outubro de 2017
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Vendas de perfumes e cosméticos aumentaram 10% em shoppings brasileiros

O ano de 2014 será lembrado como o pior Natal desde 2010 para o comércio varejista do Brasil. De acordo com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), na semana de 18 a 24 de dezembro, o movimento de vendas caiu 0,7% em relação ao ano anterior. Em 2013, a variação positiva foi de 2,97%; em 2012, 2,37%; em 2011, 2,33%; e em 2010, 10,89%.

A principal razão para o desempenho fraco do varejo está no momento econômico desfavorável pelo qual passa o Brasil: crédito mais restrito, que afeta especialmente a população de renda mais baixa; inflação elevada, que diminui a predisposição às compras; alta do dólar, que encarece preços em diversos segmentos; e a desconfiança do consumidor em relação às medidas econômicas do novo governo da reeleita presidente, Dilma Rousseff.

Quem sofreu um pouco menos foi o comércio varejista dos shoppings. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop), as vendas de lojas localizadas em shopping centers cresceram 3% em relação ao ano anterior. Apesar de positivo, o desempenho ficou abaixo da expectativa do setor, que era de 4,5%.

Dentro dos shoppings, os que mais faturaram neste Natal foram os lojistas da categoria de beleza. Segundo a Alshop, as vendas de perfumes e cosméticos foram 10% maiores do que em 2013, superando segmentos tradicionalmente fortes, como o de brinquedos, que cresceu 9,5%, e o de vestuário, com alta de 8,5%.

O Natal também é a data comemorativa mais importante no calendário das consultoras de cosméticos no Brasil, país que reúne mais de 4,5 milhões profissionais do ramo. Com promoções e kits especiais desenvolvidos pelos fabricantes, as vendas de produtos de perfumaria, higiene pessoal e maquiagem no período de festas chegam a crescer até 100%. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (Abved) mostram que, em 2013, o comércio porta a porta de artigos de beleza movimentou R$41,6 milhões e a previsão da entidade era fechar 2014 com crescimento de 7%.