• Outubro de 2017
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SP: Comércio da região de Sorocaba foi o 2º melhor do Estado

Os setores de vestuário, tecidos e calçados colocaram o comércio varejista da região de Sorocaba (formada por 58 municípios), no mês de outubro do ano passado, como o segundo melhor faturamento real no Estado de São Paulo, com R$ 2,4 bilhões e crescimento da receita de 2,3% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) foram divulgados na segunda-feira (dia 26), pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio). Entretanto, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Sorocaba (Sincomércio), Fernando Soranz, disse que os dados de outubro não refletem o atual momento e que a realidade do comércio varejista do município é de completa desaceleração. Lojistas ouvidos pelo jornal Cruzeiro do Sul no centro de Sorocaba afirmaram que as vendas caíram nos meses subsequentes, de novembro e dezembro.

O comércio varejista da região de Jundiaí registrou o melhor desempenho em vendas, com faturamento de R$ 2,78 bilhões e crescimento de 5,2% na comparação com outubro de 2013. Já o comércio varejista paulista, de todas as 16 regiões, registrou faturamento real de R$ 46,7 bilhões em outubro de 2014, saldo 3,8% menor em comparação com o mesmo mês de 2013.

Em Sorocaba, o setor de vestuário, tecidos e calçados foi quem apresentou a maior variação positiva, crescimento de 29,6%, em relação a 2013, com R$ 154,3 mil. O setor também apresenta melhor índice no acumulado do ano, com 21,6%. O segundo melhor resultado veio das lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, com elevação de 9,9% nas vendas, entre outubro de 2014 e 2013, com R$ 298,8 mil. Só que o ramo, no acumulado, ainda está negativo, com -10,3%.

A maior variação negativa foi a do setor de lojas de móveis e decoração, com -18,4%. O faturamento real foi de R$ 36,9 mil.

Outra realidade

O presidente do Sincomércio, Fernando Soranz, explicou que a aceleração de outubro não foi acompanhada nos meses seguintes e que o comércio varejista terminou com queda nas vendas em relação aos mesmos períodos do ano passado. Segundo ele, em outubro, o país viveu um outro momento, de pleno emprego, realidade que não é vivenciada atualmente. Soranz acrescentou que os aumentos da taxa de água e de luz refletem diretamente no consumo e geram impacto na economia. "Quando a pessoa tem medo de perder o emprego, ele deixa de gastar e consumir", afirmou.

Ele acredita ainda que muitos consumidores compraram em outubro, e por isso, não voltaram ao comércio nos meses de novembro e principalmente dezembro.

Soranz acrescentou que mesmo os setores de vestuário, tecidos e calçados tiveram queda nos meses subsequentes e devem registrar baixas nas próximas pesquisas. Ele afirmou também que outubro foi um mês espetacular para o setor de eletrodomésticos e eletrônicos e que o consumo também não se sustentou neste ramo. " Pelo contrário, você vê hoje, logo após o Natal, grandes liquidações bem neste setor."

O presidente do Sincomércio frisou que as inaugurações de shoppings em Sorocaba não têm nenhuma ligação com o aumento de consumo nestes dois setores nos mês de outubro e explicou que o aumento de oferta apenas faz com que exista uma distribuição maior dos consumidores. "A capacidade de compra da população é que realmente gera impacto nisso", resumiu.

Lojas

O gerente de uma loja de calçados do centro, Rafael Torres, disse que outubro foi realmente um mês de compras em alta e afirmou que a loja em que trabalha bateu suas metas. Ele confirmou que o mês de novembro realmente foi abaixo do ano anterior e que dezembro também foi um pouco inferior ao ano anterior. O gerente acredita que muitos consumidores anteciparam suas compras, prevendo comércio cheio em dezembro. "Em dezembro fechamos quase igual o do ano anterior e ficou um pouco abaixo."

O gerente de uma loja de roupas do centro, Gilson Miranda Porto, confirmou que outubro foi acelerado nas vendas e que o índice caiu de 6% a 7% nos meses de novembro e dezembro. Ele também acredita que muitos consumidores também anteciparam suas compras em outubro e preferiram evitar o calor e a grande movimentação de final de ano. "Tem também o desemprego, que dificulta um pouco o comércio."