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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010
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Fim do IPI reduz intenção de consumo
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O fim dos incentivos fiscais iniciados pelo governo no ano passado para conter os efeitos da crise mundial, como a redução de IPI ( Imposto sobre Produtos Industrializados) em bens duráveis como produtos de linha branca e automóveis, diminuiu a intenção de consumo no segundo trimestre deste ano. Mas em compensação, a antecipação de compras provocada pelos benefícios fiscais no ano passado levou o consumidor a torna-se mais cauteloso com novas dívidas em 2010 - o que levou a diminuição na quantidade de famílias endividadas em junho. A análise é do chefe da divisão econômica da CNC (Confederação Nacional do Comércio) Carlos Thadeu de Freitas. "Mesmo sem o IPI, o ritmo de consumo continua forte este ano", acrescentou o economista.
Ontem, a CNC divulgou dois levantamentos: o ICF-Nacional (Intenção de Consumo das Famílias) e a PEIC - Nacional (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor). O universo dos entrevistados abrange 17,8 mil consumidores em todo o País.
Na primeira pesquisa, que traz o indicador de intenção de consumo das famílias, em uma escala de zero a 200 pontos, recuou de 134,9 pontos para 132,2 pontos, do primeiro para o segundo trimestre deste ano, o que representou queda de 2% no período.
Na prática, segundo o economista da entidade Fábio Bentes, o resultado de retração foi fortemente influenciado por comparação com base elevada, referente ao primeiro trimestre, quando a redução do IPI ainda estava em vigor, em alguns setores da economia, como o automotivo por exemplo.
"É certo dizer que houve recuo na intenção de compra de bens duráveis neste ano, o que influenciou esta queda na margem, na intenção de consumo (geral)", comentou Bentes.
PERSPECTIVAS
No entanto, o especialista fez uma ressalva. Ao se comparar os resultados de intenção de consumo nos primeiros seis meses do ano com o desempenho de igual período em 2008, é possível dizer que as perspectivas de consumo estão equivalentes às registradas no cenário pré-crise.
Ele comentou ainda que o mercado doméstico brasileiro está sendo beneficiado pelo bom momento no poder aquisitivo dos consumidores nacionais, que conta com melhores condições no mercado de trabalho e na renda.
"Estamos esperando aumento de 10,8% no volume de vendas no varejo este ano; no ano passado, devido à crise, as vendas cresceram em torno de 5,9%", disse Bentes, acrescentando que, caso a estimativa da confederação se confirme, seria o melhor ano do comércio varejista brasileiro, na série histórica do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciada em janeiro de 2000, batendo o resultado recorde de 2007, quando as vendas do comércio subiram 9,7%.
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Fonte: O Estado de São Paulo
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Tags: Ipi, Intenção de consumo
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