• Novembro de 2017
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Varejo aposta em negócios saudáveis para atrair clientes

Depois da crise econômica de 2008, a palavra “risco” ganhou um peso maior. Os norte-americanos passaram a desconfiar das autoridades e o relacionamento das lojas com os clientes também mudou. Essa foi uma das conclusões apresentada durante painel sobre negócios da saúde na National Retail Federation (NRF), em Nova York.

A vice-presidente executiva da consultoria The Futures Company, Ann Clurman, alerta que não adianta ter uma loja bonita e o atendente trabalhar doente: tudo conta como informação do que está sendo servido.

As mudanças sobre o comportamento do cliente e quais os valores que irão moldar o futuro do varejo representam um desafio. Por essa razão, além de investimentos em pesquisas, redes de lojas estão testando novas estratégias e procurando um relacionamento maior com os clientes através de novos serviços.

Um dos exemplos apresentados na feira foi o da rede de supermercados regional Giant Eagle. Fundada em 1918, no estado da Pensilvânia, a cadeia de lojas tem pensado na disposição de produtos para facilitar a vida de quem já não enxerga tão bem, mas não quer ser chamado de “velho”.

A estratégia tenta agradar a população classificada como “baby boom”, que em 2016 chega aos 70 anos. A iluminação das lojas mudou e os produtos ganharam informações de preço com letras maiores e em locais de fácil acesso.

Como a oferta de produtos considerados saudáveis também cresceu, as dúvidas sobre o que contém cada produto também aumentaram. A rede de supermercados passou a contratar nutricionistas para ajudar os clientes.

Caroline Passerrello, nutricionista corporativa da Giant Eagle Inc., diz que os profissionais que ficam nas lojas fazem vários tipos de serviço. São oferecidas sugestões de dietas balanceadas e informações para esclarecer dúvidas sobre o valor nutritivo de alguns itens. Resultado: as pessoas passaram a gastar mais.

Marketing

Outro exemplo foi o da loja de equipamentos esportivos REI. A companhia criou um marketing de experiência para quem visita a loja, com uma estrutura que valoriza os espaços ao ar livre, como a existência de paredes para escalada.

A vice-presidente sênior de merchandising da REI, Susan Viscon, diz que o posicionamento da companhia fez com que as vendas na loja física fossem bem maiores do que no mercado online.

A rede de farmácias norte-americana CVS, por exemplo, resolveu abraçar uma campanha contra o fumo: abriu mão de uma receita bilionária com a venda de cigarros e aumentou em 23% a sua capitalização no mercado, em função da imagem reposicionada.

O vice-presidente de merchandising da CVS Health, Grant Pill, ressalta que, nessa trajetória foi montada a clínica do minuto. Nesses espaços, médicos dão diagnósticos rápidos e sugerem vitaminas.

*A jornalista viajou a convite da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL)

Fonte: O Povo Online

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