• Novembro de 2017
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Provar/Fia vê recuperação leve do varejo no 1º trimestre após Natal fraco

As vendas do varejo podem ter recuperação no primeiro semestre de 2015, embora a intenção de compra ainda esteja em patamares baixos na comparação com anos anteriores. A conclusão é de levantamento do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia), que apontou que o índice de consumidores em São Paulo que pretende efetuar a compra de algum bem durável entre janeiro e março é de 49,6%, superior ao trimestre imediatamente anterior e estável ante o primeiro trimestre de 2014.

Apesar desse potencial de recuperação no primeiro trimestre, o professor Claudio Felisoni de Ângelo, presidente do conselho do Provar, afirmou que o ano ainda deve ser difícil para o varejo. Aspectos como renda disponível, disposição a tomar crédito e inadimplência ainda dão sinais negativos, declarou.

Para o Provar, o primeiro trimestre de 2015 deve ser mais positivo porque as vendas de Natal foram consideradas fracas. Com isso, espera-se que os consumidores que não gastaram no período de Natal aproveitem promoções e liquidações de início de ano.

Os pesquisadores projetam que as vendas do varejo ampliado em volume devem mostrar alguma recuperação no primeiro trimestre de 2015, segundo as projeções do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/Fia). A estimativa é de alta de 1,3% entre janeiro e março ante igual período do ano anterior. "Apesar de ter uma projeção de alta, a sensação é de que não existe uma condição positiva para o ano", ponderou Felisoni.

Orçamento familiar

O porcentual do orçamento das famílias que está comprometido com empréstimos, cartão de crédito e crediários aumentou para o primeiro trimestre de 2015, segundo constatou a pesquisa. O Provar calcula que em janeiro e março, 24,1% da renda será destinada a estes pagamentos, montante superior aos 20,6% do quarto trimestre de 2014. Com isso, a renda disponível chega a 9,2% ante 11,1% no trimestre anterior.

O comprometimento de renda com pagamento de crediário está associado ao crescimento da taxa de juros, na avaliação de Felisoni. A alta dos juros ainda tem impactado a intenção dos consumidores de utilizar crediário.

Embora essa intenção tenha crescido ante o quarto trimestre, continua em patamares anteriores ao dos últimos anos e ao do primeiro trimestre de 2014, destacou. Segundo a pesquisa, 68,3% dos consumidores têm intenção de usar crediário nos primeiros meses deste ano ante 72,7% do primeiro trimestre de 2014.

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