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Segunda-feira, 07 de Junho de 2010
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Empresas de cartões oferecem fidelização
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Com a proximidade do fim da exclusividade entre operadoras e credenciadoras de cartão de crédito, as empresas do setor estão apresentando a comerciantes propostas de fidelização para a escolha de uma ou outra credenciadora. Com isso, o setor varejista teme que a concorrência para valer entre as companhias seja adiada para daqui a um ou dois anos.
"É algo semelhante ao que ocorreu na telefonia celular", comparou o presidente da CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro Junior, depois de apresentar o problema ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e ao diretor do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), Ricardo Morishita.
A partir de 1º de julho, os lojistas poderão ter uma só maquininha para passar cartões de diversas bandeiras. Até então, a VisaNet, por exemplo, só passava os cartões da Visa, enquanto a Redecard, da Mastercard. Isso implica em custos redobrados para os lojistas não só com o uso de linhas, mas também com o aluguel dos aparelhos. A mudança, a partir de julho, que parece ser benéfica para o comerciante, não é tão simples assim, de acordo com o presidente da CNDL.
Segundo ele, as empresas do setor já começaram a se movimentar e a apresentar benefícios para o lojista que optar pelo seu equipamento. Enquanto os benefícios seriam reduções na taxa de desconto paga pelo varejista ou prazo de recebimento, por exemplo, a contrapartida é manter-se ligado à empresa por um ou dois anos, dependendo do contrato. "Isso inibe a concorrência a médio prazo", considerou Pellizzaro.
Os comerciantes têm pressa. E foram até o Ministério da Justiça pressionar o governo a formalizar o mais rápido possível a regulamentação do setor. As empresas de cartão de crédito preparam um estatuto da área para entrar em vigor junto com o fim da exclusividade. O temor, no entanto, é a de que a situação de ingerência do setor só aumente. Pellizzaro deu como exemplo o que aconteceu na véspera do Natal do ano passado. Uma credenciadora ficou sem sistema de operação e as vendas despencaram na data que é considerada a melhor do ano. "Viemos explicar aqui no Ministério que aconteceu isso e não tínhamos uma porta para bater, para reclamar", disse.
O governo já prometeu que o Banco Central ficará a cargo de regular as tarifas de cartões, como já ocorre com as bancárias. Para isso, no entanto, será preciso que o CMN (Conselho Monetário Nacional) altere uma resolução da autoridade monetária. A expectativa é a de que a mudança seja feita no final do próximo mês. Além disso, o governo promete que construirá uma regulamentação para o setor - mas isso ficará para um segundo passo. Para o presidente da CNDL, essas medidas precisam ser efetivadas com urgência. Segundo ele, o BC é o órgão mais adequado para atuar como regulador do setor.
O ministro e o diretor do DPDC ouviram as propostas dos comerciantes e prometeram analisar as propostas tecnicamente. "Há abusos e excessos e queremos banir práticas abusivas", disse Morishita.
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Fonte: O Estado de São Paulo
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Tags: Cartões de crédito, Fidelização
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