• Outubro de 2017
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Compras pela Internet têm crescimento de 37% no Natal e superam expectativas

As compras efetuadas pela Internet no período de Natal renderam ao comércio eletrônico R$ 5,9 bilhões. O montante projeta um crescimento nominal de 37% em relação ao mesmo período do ano passado e superou a expectativa inicial, que previa R$ 5,2 bilhões em vendas para a data. A informação é da E-bit, empresa especializada do segmento, que levantou os dados referentes a pedidos realizados de 15 de novembro a 24 de dezembro de 2014. O estudo tem abrangência nacional. Conforme a empresa, não foram coletadas informações localizadas, já que o trabalho é de natureza macro.

No total, foram feitas 15,2 milhões de encomendas, com um tíquete médio de R$ 388. Um grande incentivador deste aumento de vendas foi a Black Friday, no dia 28 de novembro, que representou 20% de todo este faturamento, sendo que os cinco dias de promoção (27/11 a 01/12, véspera da Black Friday até a Cyber Monday) foram responsáveis por 36% do total. Nesse período, o tíquete médio foi de R$ 451, e no dia 28 foi ainda mais alto, R$ 522.

A entrada de novos consumidores é outro fator que continua colaborando para o crescimento do e-commerce no País, e no Natal deste ano, eles representaram 1,5 milhão de pessoas. As categorias com maior quantidade de pedidos foram moda e acessórios, cosméticos, perfumaria e saúde, eletrodomésticos, telefonia e celulares e informática.

"Em momento de instabilidade econômica como foi este final de ano, os consumidores intensificam as compras pela Internet, pois isso pode representar ainda mais economia e conveniência em efetuar boas compras", avaliou o diretor executivo da E-bit, Pedro Guasti.

A pesquisa mediu também as compras realizadas por meio de aparelhos móveis: se no mesmo período do ano passado elas representaram 4,8% do faturamento total e 4,5% dos pedidos, neste ano passaram para 8,8% do faturamento (crescimento de 82%) e 8,8% do total de pedidos (crescimento de 96%). No m-commerce, as categorias com maior volume de pedidos foram cosméticos, perfumaria e saúde, eletrodomésticos, moda e acessórios, telefonia e celulares, brinquedos e games.

Para Guasti, a tendência mostra a aceleração da adesão dos brasileiros por esse modelo de plataforma. "A participação dos dispositivos móveis nas compras virtuais já se aproxima de 9%. E percebemos que dessa maneira, tanto novos entrantes que nunca tiveram acesso à Internet com computadores tradicionais como internautas que antes usavam desktop e notebook estão agora migrando para os smartphones e tablets", finalizou. (José Antonio Rosa)