• Outubro de 2017
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SP: Faturamento do varejo registra aumento de 0,6% em setembro

Números da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgados no final de 2014, antes do Natal, apontam que o faturamento do setor varejista na região de Sorocaba em setembro ficou em R$ 2,2 bilhões, o que representa um aumento de 0,6% em relação a setembro de 2013.

A região foi uma das três, entre 16 analisadas, que registraram desempenho positivo no mês, de acordo com a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), apresentada mensalmente pela entidade. Em comparação a agosto de 2014, a receita permaneceu estável, e no acumulado do ano (de janeiro a setembro de 2014), subiu 1,9%.

O resultado de setembro foi influenciado, principalmente, pela expansão de 24,1% nas vendas das lojas de vestuário, tecidos e calçados (R$ 123,1 milhões). Também contribuíram para o resultado os avanços de 7,9% na receita do segmento de materiais para construção (R$ 232,1 milhões) e de 12,5% do setor de farmácias e perfumarias (R$ 107,4 milhões).

Por outro lado, ainda de acordo com o levantamento da Fecomercio, os supermercados registraram baixa de 3,7% nas vendas (R$ 603,8 milhões), e as outras atividades em geral do comércio obtiveram queda de 2,9% (R$ 453,4 milhões), na mesma base de comparação.

Lojistas consultados pela reportagem confirmaram o quadro. "Realmente o movimento foi maior naquele período, mas nossa expectativa era de que isso se mantivesse, até pela proximidade das festas do final de ano, o que acabou não ocorrendo", disse Antonio Carlos Ribeiro, gerente de uma loja de calçados.

No Estado

Em nível estadual, o faturamento do varejo paulista caiu 2,6% em setembro (em relação a setembro de 2013), registrando receita real de R$ 44,1 bilhões no mês, ainda conforme a PCCV. Na comparação anual, de março a setembro, essa foi a sétima queda seguida. A baixa registrada em setembro manteve a taxa de retração do setor em 2,4% no acumulado do ano, solidificando perspectivas menos otimistas para o fechamento de 2014.

Em setembro, seis das dez atividades pesquisadas apresentaram queda no faturamento. As mais expressivas foram as dos setores de concessionárias de veículos (-14%), de lojas de materiais para construção (-9,9%) e de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (-9,3%). Juntas, as três baixas pressionaram negativamente o índice geral em 3,6 pontos percentuais.

A segunda queda consecutiva nas vendas dos supermercados, de 1,3% em relação a 2013, sinaliza uma preocupação para o cenário econômico, já que o baixo crescimento de renda está impactando até o consumo de bens essenciais.
Por outro lado, o aumento de 7,9% nas vendas das farmácias e perfumarias contribuiu para que a baixa do comércio paulista não fosse maior, aliviando o índice geral em 0,4 ponto porcentual, mesmo peso da alta de 4,9% nas lojas de vestuário, tecidos e calçados no desempenho do varejo.

Entre as 16 regiões analisadas, apenas três registraram aumento nas vendas do comércio: Jundiaí, Araraquara e Sorocaba. O faturamento ficou estável em Campinas e caiu nas 12 restantes, sendo a maior baixa em Guarulhos, de 11,3%. Na avaliação da assessoria econômica da Fecomercio, o resultado negativo de setembro reflete, mais uma vez, a fragilidade do momento para o consumo decorrente do baixo crescimento da renda.

O fraco nível de criação de novos postos de trabalho vem impedindo, em 2014, a trajetória de elevação mais expressiva da massa de rendimentos. Ao lado disso, a menor procura por crédito, taxas de juros crescentes e maior seletividade dos bancos para disponibilizar empréstimos têm prejudicado, principalmente, as compras de bens duráveis.

A pesquisa utiliza dados da receita mensal informada pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. As informações, segmentadas em 16 Delegacias Regionais Tributárias da Pasta, englobam todos os municípios paulistas e dez setores (autopeças e acessórios; concessionárias de veículos; farmácias e perfumarias; lojas de departamentos; lojas de eletrodomésticos e eletrônicos; lojas de móveis e decoração; lojas de vestuário, tecidos e calçados; materiais de construção; supermercados; e outras atividades).

Os dados brutos são tratados tecnicamente de forma a se apurar o valor real das vendas em cada atividade e o seu volume total em cada região. Após a consolidação dessas informações, são obtidos os resultados de desempenho de todo o Estado.