• Novembro de 2017
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Economia criativa na moda casual da Seal

Economia criativa na moda casual da Seal

Comprar roupa sem sair de casa não é novidade. Prova disso é o enorme mercado que se tornou o e-commerce. Mas, receber a roupa em casa, antes mesmo de decidir se quer comprá-la foi a ideia que o empresário Sergio D’Urso Jr. teve para alavancar suas vendas no varejo. O negócio começou antes disso, mas foi a partir dessa estratégia despretensiosa que a Seal – www.seal.com.br - decolou. Prestes a fechar seu faturamento anual em R$ 1 milhão, o fundador da grife conta como funciona o sistema de malas a domicílio. “O cliente entra em contato com a loja-base, nos passa um briefing de qual o tipo de roupa está precisando e nós agendamos a entrega da mala na residência da pessoa com um carro todo personalizado da marca”.

“A ideia surgiu quando um cliente pediu para que levássemos algumas roupas de nossa coleção a sua casa. Ele estava sem tempo de passar pela loja e como comprava sempre com a gente, decidimos que seria legal atender ao desejo. Observamos que ele adquiriu o dobro do que geralmente comprava e decidimos oferecer essa opção a outros clientes”. O pagamento funciona em ambiente totalmente digital ou como em uma entrega de pizza: dinheiro ou cartão na porta.   

O objetivo é também estimular um consumo consciente, sem que o cliente seja pressionado uma vez que é possível experimentar todas as roupas no conforto de casa, onde o cliente tem toda a liberdade de só ficar com o que realmente desejar. O serviço é gratuito e está disponível, por enquanto, para a capital paulista e grande São Paulo, marcando o compromisso da Seal com o consumidor. “É liberdade de escolha, já que ninguém se vê obrigado a comprar nada por pressão de um vendedor. Além disso, estimulamos as relações colaborativas e conscientes na economia praticada pela nossa marca”, completa D’Urso.  

Visionário, o ex publicitário de formação, prova que nem só de números vive um negócio. “Intuição é a alma da Seal, que foi pensada para que, quando crescesse, continuasse sustentando os mesmos valores de quando foi criada”, acrescenta Sérgio. Todas as roupas são fabricadas com identidade 100% nacional, um terço da matéria-prima consiste em algodão orgânico e algumas peças são feitas a partir da reciclagem de garrafas pet. Um total de seis mil unidades é produzido por ano e a sacola que o cliente leva para casa é de papel reciclado. Os preços variam entre R$69,90 e R$219.

 
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Ele destaca ainda que o contato humano é indicativo de sucesso na Seal: dez funcionários trabalham diretamente com o fundador da marca, enquanto outros 250 profissionais são impactados pela existência de sua etiqueta através de encomendas que faz a diferentes fábricas e fornecedores locais. Personalidades como o ator Reynaldo Gianecchini e os cantores Lenine e Seu Jorge já vestem essa história, que parece só estar começando. De acordo com informações do Euromonitor International, o mercado de moda masculino tem crescido 14% ao ano, contra 8% do consumo por parte das mulheres. O Brasil já é conhecido como maior polo de moda masculina da América do Sul e esse setor deve fechar o ano com faturamento de cerca de 74 bilhões de reais.

Em oito anos de existência, a etiqueta de moda de Sergio D’Urso Jr. já conta com uma flagship na Vila Madalena, bairro boêmio da capital paulista; oito pontos de venda espalhados pelo país, incluindo localizações paradisíacas como Fernando de Noronha e Alto Paraíso; e o exclusivo sistema de vendas a domicílio. 

No dia 9 de novembro, a Seal dá mais um passo para o futuro com a inauguração de seu primeiro cubo verde, no Shopping Villa Lobos, em São Paulo. Quem estiver passando por ali é convidado a dar uma pausa na frequência incessante da vida urbana e tirar cinco minutos para meditar ou apreciar o som de cachoeiras dentro do espaço. Com os dizeres “conecte-se a natureza”, a marca passa a vender estilo de vida também em grandes shoppings.

Quem imaginaria que o empreendimento nascido no porão do ateliê da mãe se transformaria no case de sucesso que é atualmente? O surfista e ex-publicitário Sérgio D’Urso transformou o investimento inicial de dez mil reais em camisetas, na etiqueta que fechará o ano com faturamento de R$ 1 milhão.

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