• Novembro de 2017
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Pão de Açúcar

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Suas lojas estão localizadas sempre quase ao lado da sua casa. Conveniência e conforto a qualquer hora para comprar legumes, frutas e verduras sempre fresquinhas, frutos do mar de ótima qualidade, queijo e vinho das melhores marcas e uma gama enorme de produtos importados. A rede PÃO de AÇÚCAR caracteriza-se por ser um supermercado de vizinhança, com foco nos consumidores de perfil cosmopolita, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços personalizados. O PÃO de AÇÚCAR é do jeito que você quer, do jeito que você gosta. E sempre perto, pronto para servi-lo. 
A história 

O início da história do PÃO de AÇÚCAR remete ao ano de 1929, quando Valentim dos Santos Diniz, nascido em uma pequena aldeia de Portugal, Pomares do Jarmelo, embarcou em um navio com o sonho de começar uma nova vida na América do Sul. O imigrante português tinha acabado de cruzar o Atlântico e encantou-se com a beleza de um maciço de pedra no horizonte. “É o Pão de Açúcar”, avisou um passageiro. A partir de uma discreta padaria, o jovem lusitano ergueu, em 1948, um estabelecimento que se tornou ponto de encontro das madames paulistanas na época: a doceira Pão de Açúcar, inaugurada no dia 7 de setembro, na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, número 3.138. Os serviços da doceira eram inovadores por oferecer bufê, doces e salgados que possuíam embalagens diferenciadas, especialmente para a empresa, além de eventos sociais, como por exemplo, batizados, casamentos e noivados. Era o início tímido do que viria a se tornar um dos maiores grupos empresariais brasileiros.

Uma década depois, a cidade de São Paulo já apresentava nítidos sinais de modernidade, carecia de ambientes de compras mais adequados aos novos tempos. E foi então que os negócios começaram a se expandir, com a ajuda de seu filho mais velho, Abílio, então com 19 anos, com a abertura do primeiro supermercado na cidade de São Paulo, ao lado da doceira, no bairro do Jardim Paulista, no dia 14 de abril de 1959, que trazia novidades como o sistema de auto-serviço, adotado para atender às novas necessidades dos clientes. A loja funciona no mesmo endereço até os dias de hoje. A partir daí “pioneirismo” seria a palavra chave na expansão da empresa. Em 1963 inaugurou sua segunda loja de supermercados, no tradicional bairro de Higienópolis, e pouco depois, em 1965, incorporou a rede Sirva-se, com a aquisição de 11 lojas. No ano seguinte, na cidade litorânea de Santos foi inaugurado o 12º supermercado da rede, o primeiro fora da capital paulista. Em 1966 abriu o primeiro supermercado dentro de um shopping center no Brasil, localizado no sofisticado Shopping Iguatemi, em São Paulo, e inaugurou, em 1969, o primeiro supermercado 24 horas do país, também na capital paulista. Nesta época o PÃO DE AÇÚCAR tinha 60 supermercados espalhados por 17 cidades e já fazia parte da vida de milhares de paulistanos.

Seu filho, Abílio Diniz, cresceu entre os fregueses da confeitaria do pai e sua missão de ajudar na direção da empresa logo ficou evidente. Começou como gerente de vendas, quando o PÃO de AÇÚCAR era uma locomotiva que se expandia a todo vapor. Os supermercados conquistavam os clientes dos antigos açougues e mercearias de bairro. Com Abílio à frente do negócio, o grupo tornou-se um dos maiores conglomerados do Brasil e chegou abrir filiais até em Portugal, Angola e Espanha. Na década de 1970 a empresa diversificou seus negócios, inaugurando, em 1971, em Santo André, o JUMBO, primeiro hipermercado do Brasil que vendia “de alface a helicóptero”; e adquiriu várias redes de supermercados menores nos estado do Ceará, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
Na década de 1980, fechou o círculo do varejo com novos formatos de loja. Além dos Supermercados PÃO de AÇÚCAR, dos hipermercados JUMBO e do MINIBOX (um conceito de lojas despojadas, com um número reduzido de itens e preços muito competitivos, direcionadas à população de baixa renda), inaugurou o Superbox (loja depósito), o Peg & Faça (loja de bricolagem) e a Sandiz (loja de departamentos). Em 1989, inaugurou uma nova geração de hipermercados com a marca EXTRA.
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O grupo cresceu orientado por três pilares centrais: responsabilidade, respeito ao cliente e inesgotável capacidade de inovação. Porém a maré de sorte do PÃO de AÇÚCAR foi interrompida no final desta década. Planos econômicos congelaram preços, começou uma guerra acionária entre os irmãos Diniz e, para completar, em dezembro de 1989, Abílio foi sequestrado em São Paulo e libertado depois de 153 horas no cativeiro.

A crise instaurada deixou a empresa sem dinheiro sequer para pagar os fornecedores. O grupo estava à beira do abismo. Quatrocentas unidades da rede haviam sido fechadas e mais de 30 mil funcionários foram demitidos. Parecia não restar alternativa para a empresa senão definhar até morrer. Foi aí que entrou em cena o ímpeto empresarial de Abílio Diniz. Ele não se conformou. Vendeu imóveis, tomou empréstimos e anunciou a venda dos carros cedidos aos gerentes e diretores. Com novo posicionamento mercadológico, fechou lojas não lucrativas e vendeu as empresas coligadas para se focar no varejo alimentar. Também se aproximou dos consumidores ao criar o cargo de ouvidor, investindo fortemente no seu aperfeiçoamento operacional. A tacada final foi seduzir as donas de casa com promoções irresistíveis. As estratégias adotadas deram muito certo. Em pouco tempo a empresa retomou a expansão através da inauguração de novas unidades e aquisição ou arrendamento de lojas e redes concorrentes.
O empresário não só driblou a crise, como também transformou a rede de supermercados PÃO de AÇÚCAR na maior empresa do varejo brasileiro. Seguindo o lema “Cliente: nossa razão de ser”, o PÃO de AÇÚCAR sempre esteve voltado para seus consumidores, cuidando para que todo contato que ele tivesse com as suas marcas se traduzisse na melhor experiência, alimentando uma longa relação de fidelidade. Essa preocupação com a satisfação dos clientes conduziu diversas inovações nas operações, como por exemplo, a criação em 1993 do cargo de ombudsman; ou em 1995, ao lançar o Pão de Açúcar Delivery, primeira loja de comércio eletrônico de alimentos do país. 
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Atualmente o serviço conta mais de 15 mil itens à disposição do cliente, de produtos de limpeza a frutas, verduras, legumes fresquinhos, vinhos selecionados, e tudo com fotos e informações nutricionais.

Em 1998 inaugurou em São Paulo o Pão de Açúcar Kids: primeiro supermercado educacional do mundo. E no ano seguinte, o grupo francês Cassino adquiriu participação relevante de 25% do total do capital da empresa. No início do próximo século, manteve permanente a postura de inovação e renovação. Já em 2000 lançou o Pão de Açúcar Mais, um bem-sucedido programa de relacionamento com promoções, ofertas exclusivas e acúmulo de pontos, uma maneira de retribuir a preferência e mostrar o quanto o cliente é especial para a empresa. Pouco depois, em 2002, adquiriu a rede Sé Supermercados, ampliando ainda mais sua atuação em São Paulo. A partir de 2006, o Grupo Pão de Açúcar iniciou um enorme processo de reestruturação para se tornar mais competitivo no mercado varejista brasileiro. E a partir de 2011, a empresa ficou no meio de um fogo cruzado entre os acionistas franceses do grupo Cassino e o antigo controlador, Abílio Diniz. Agora, com a empresa francesa sozinha à frente do negócio, o plano de expansão ganhou mais relevância. Os resultados já começaram a aparecer: em junho de 2014 a rede inaugurou um novo formato de loja (mercadinho de bairro) com o Minuto Pão de Açúcar, cuja primeira unidade entrou em operação no bairro dos Jardins, região nobre de São Paulo.

Hoje em dia, o PÃO de AÇÚCAR tem como principal característica reunir qualidade e variedade de produtos com um atendimento mais próximo, que prima pelo relacionamento com o cliente. É o supermercado de vizinhança, que valoriza a praticidade em um ambiente acolhedor. A rede oferece sortimento diferenciado de produtos e serviços como consultores de vinhos e queijos, além de ser referência em inovação, saúde e sustentabilidade. Além disso, valoriza o relacionamento com os clientes, incentiva a prática do consumo consciente e um estilo de vida saudável.
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A loja conceito 

Inaugurada no dia 20 de agosto de 2007 no Shopping Iguatemi em São Paulo, a loja conceito do PÃO de AÇÚCAR, com uma área de 940 m², introduziu uma nova experiência de compra no varejo brasileiro e um importante passo de inovação em uma indústria que faz parte do nosso dia a dia como consumidores. A proposta do novo projeto, que custou R$ 8 milhões, era objetiva: Ser básico e moderno. Ser moderno e simples.
Ser moderno, simples e básico usando as mais avançadas soluções tecnológicas para garantir a melhor experiência de compra aos seus consumidores. 

O resultado é a perfeita integração dos mais avançados equipamentos, softwares e soluções a um ambiente diferenciado de loja em que a mercadoria é o carro chefe. As novidades instaladas nesta unidade da rede PÃO de AÇÚCAR não é finita. Como loja conceito, cabe a esse espaço servir de ambiente para lançamentos e inovações contínuas, não só em novas tecnologias, mas também em relação a sortimento de produtos, serviços, entre outras ações. Com alta tecnologia foi possível criar conteúdo informativo de alta qualidade sensorial, com imagens de forte “appetite appeal” e informações, em formato de dicas, de interesse do consumidor, criando assim um diferencial. As imagens são transmitidas em monitores de LCD localizados em vários pontos da loja. A qualidade das imagens e a interatividade com os clientes também está presente nos quiosques multimídia, com diversos serviços para os consumidores, tais como: receitas culinárias, consultas de preço, informações exclusivas para o cliente MAIS, detalhes sobre a carta de vinhos e muito mais. Tudo isso utilizando modernos equipamentos e aplicações desenvolvidas na plataforma Microsoft. Etiquetas eletrônicas estão totalmente integradas aos sistemas, garantindo simplicidade e agilidade nas trocas de preços e promoções, com eliminação de papel. Na adega, todos os vinhos têm etiquetas de RFID permitindo ao cliente receber informações detalhadas dos rótulos disponíveis, como origem das uvas, países de origem, indicações de pratos, preço, entre outros - basta aproximar o produto do leitor.

Redução de filas, pagamento por celular, carrinhos de compra inteligente (trazem monitor com GPS para localizar produtos na loja e registrar as compras por meio de um scanner), localização eletrônica de produtos, mobilidade, telefonia IP, balanças interativas, são outras novidades oferecidas. Predominam na loja os tons preto e branco, com a intenção de destacar as cores e embalagens dos produtos. A fachada se tornou uma espécie de vitrine, tornando visíveis a maioria dos produtos para quem passeia pelo shopping. As gôndolas estão mais baixas e não existem faixas ou qualquer tipo de comunicação pendurada no teto, exatamente para ampliar a visão de quem circula pelos corredores. A loja também ganhou um Sushi Bar e um espaço para degustação de vinhos.
O gênio por trás da marca 

O grande responsável pela posição de prestigio que o Grupo PÃO de AÇÚCAR ocupa atualmente tem uma personalidade bastante peculiar para o mundo dos negócios. Abílio é o primeiro dos seis filhos de Valentim Diniz. Durante a infância e a juventude, dividiu seu tempo entre os estudos e os esportes. Formou-se na Escola de Administração de Empresas de São Paulo, mantida pela Fundação Getúlio Vargas, e fez pós-graduação em Michigan, nos Estados Unidos. Ingressou na empresa do pai aos 20 anos como gerente de vendas e, com as técnicas aprendidas nos Estados Unidos, em 1959, ajudou a fundar o primeiro supermercado do grupo. Depois de comandar o PÃO de AÇÚCAR por décadas, ele entrou em uma verdadeira guerra com os acionistas franceses da empresa, o grupo Cassino, liderado pelo polêmico Jean-Charles Naouri. O resultado: Abílio Diniz foi praticamente expulso da empresa que fundou e agora está presidindo o conselho de administração da fabricante de alimentos BRF. Hoje, ele é apenas um acionista sem direito a voto e não participa mais do conselho de administração da empresa.
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A evolução visual 

A identidade visual da marca passou por seis acentuadas alterações ao longo dos anos. O logotipo original da marca continha um pão estilizado. Após passar por algumas modificações, o que incluiu uma nova tipografia de letra e até uma carrinha sorridente, a marca adotou o tradicional logotipo dos “morrinhos”, remetendo ao Pão de Açúcar carioca.

No dia 15 de julho de 2009, a marca divulgou seu novo logotipo, onde os “morrinhos”, símbolo da rede varejista, ganharam uma nova identidade visual. O atual logotipo trouxe maior transparência e luminosidade, remetendo ao frescor dos produtos. O formato mais arredondado confere calor humano.
O uso de traço contínuo foi inspirado na imagem do infinito. Deixando o azul de lado, o logotipo tem cor única, o verde, representando a preocupação com a sustentabilidade que tem a rede PÃO de AÇÚCAR. Já as letras têm caracteres mais suaves, mais soltos. A empresa investiu R$ 3.3 milhões em estudos e desenvolvimento, incluindo: pesquisas, alteração do logotipo nas fachadas, troca dos materiais nas lojas e campanha publicitária, denominada “Uma Nova Marca. O mesmo Pão de Açúcar“. Em sessenta anos de história, esta é a sexta vez que a marca altera seu logotipo.

Os principais serviços da marca, como a entrega á domicílio e o programa de relacionamento, também tiveram suas identidades visuais modernizadas.

O valor 

Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca PÃO de AÇÚCAR está avaliada em US$ 151 milhões, ocupando a posição de número 23 no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. 

A marca no Brasil 

Hoje em dia a rede PÃO de AÇÚCAR possui aproximadamente 170 lojas (mais de 220.000 m² de área de vendas) e 4 drogarias distribuídos por 9 estados brasileiros (São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco). Além disso, a empresa possui o comércio eletrônico Pão de Açúcar Delivery, que permite atender às necessidades específicas de diferentes tipos de consumidores. O maior mercado da marca é o estado de São Paulo, onde estão instaladas mais de 107 lojas da rede. 


Por Blog Mundo das Marcas - www.mundodasmarcas.blogspot.com.br
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Veja, Exame, Época Negócios e Isto é Dinheiro), jornais (Valor Econômico e Meio Mensagem), sites especializados em Marketing e Branding (Mundo Marketing e Interbrand) e Wikipedia (informações devidamente checadas).

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