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Livraria da Travessa
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| Apesar do crescimento do mercado editorial e o surgimento de vários novos autores que são despejados nas prateleiras a cada dia, pode-se ter a sensação de que o mercado de livrarias dificilmente será um negócio lucrativo no Brasil, em razão da grande concorrência no setor, já saturado por grandes nomes. Mas para não tornar essa premissa uma realidade, é preciso inovar dentro do simples negócio de vender livros. Agregar, por exemplo, conceitos de cultura, experiência e serviços. Foi uma mistura destes ingredientes, por exemplo, que tornou a Livraria da Travessa uma referência no mercado carioca, com uma identidade que se destaca das livrarias convencionais e que hoje só faz crescer.
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| Sua trajetória começou, desde sempre, alinhada com a proposta de, além de vender livros, oferecer um espaço para troca de idéias e o estímulo à intelectualidade. Seu nascimento ocorre num momento mais que propício: o Rio de Janeiro de 1975, em Ipanema, reduto da bossa nova, cenário de militância política, vanguarda, moda e contracultura carioca. A empresa inicia suas atividades sobre o nome de Muro (numa vaga alusão à Guerra Fria e à ditadura militar), firmando-se como lugar de encontro para discussão, literatura e resistência dos chamados poetas marginais. Em 1983 muda seu nome para Dazibao, e 87 abre a primeira loja na Travessa do Ouvidor, no Centro do Rio, e que inspiraria o nome de todo o grupo: Livraria da Travessa.
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| | Hoje já são seis lojas espalhadas no Rio de Janeiro, sendo que a última foi aberta em 2008, no Barrashopping, atualmente a maior loja da rede, com 1800 m², e conta ainda com um auditório para 90 pessoas para realização de debates e noites de autógrafos. É esta preocupação com o ambiente e a experiência intelectual que difere a Travessa das outras livrarias com apelos mais comerciais, a começar pelas primeiras impressões que o cliente tem ao entrar na loja. Livros sobre arte, moda, design e fotografia, todos de forte apelo visual, dividem espaço com biografias inusitadas e tratados sobre filosofia, por exemplo, todos separados em bancadas e “ilhas” espalhadas pela loja. A organização por assunto também é bem delimitada e de fácil identificação.
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| | O interessante desta estratégia é ainda a questão sensorial: ao circular pela loja, o cliente passa por essas “ilhas” montadas com livros interessantes, chamativos e disponíveis para serem folheados à vontade. Luzes indiretas, que facilitam a leitura sem descuidar do aconchego, tornam o ambiente ideal para se perder alguns bons minutos na loja, e não é raro ver pessoas absorvidas em um bom livro – mesmo em pé, e com a loja cheia. Existe, claro, a pausa para o café, acompanhados de doces e salgados oferecidos pelo bistrô presente em todas as unidades, mas o destaque dos serviços vai além da dobradinha óbvia de “livraria-cafeteria”.
Parcerias feitas com a Casa do Saber, importante pólo carioca de estudos sobre filosofia, artes e história contemporânea, e com o Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro deram origem a cursos realizados em espaços dentro da própria Travessa. Com isso, cria-se um horário e serviço certo, que atrai um público-alvo definido e cativo, e o mantém por mais tempo em contato com os seus produtos e serviços. O resultado é uma intimidade maior entre cliente e loja. E, tendo em vista o crescimento das iniciativas em suas lojas, podemos dizer que o sucesso da fórmula adotada pela Livraria da Travessa está, literalmente, em um livro aberto.
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Tags: Livraria, Cultura, Livros
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Popularidade: 5 (1 Votos)
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