• Dezembro de 2017
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Como se destacar no comércio virtual com a ascensão dos Marketplaces

Por Bruno Gianelli* 

Atualmente, estar presente em marketplaces – espaço virtual onde se faz comércio eletrônico de forma ampla, anunciando seus produtos e serviços em sites de terceiros, especializados no varejo – é algo que todos os proprietários de e-commerce devem fazer. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), esse tipo de mercado corresponde a 20% do faturamento total das lojas virtuais no Brasil. Atuar em diversos marketplaces pode ser utilizado como estratégia complementar para o planejamento do comércio.

Em contrapartida, possuir uma loja online possibilita que o gestor defina diversas estratégias e personalize o ambiente, o atendimento e a experiência do cliente – diferentemente dos marketplaces –, visando alcançar consumidores que buscam por algo refinado. Além disso, atuar em um canal próprio permite a oferta de produtos complementares, como seguros e garantia para os artigos comercializados, clubes de assinatura, etc.

O segmento de clubes de assinatura, sucesso consolidado nos Estados Unidos, apresenta ascensão significativa no Brasil. Para 2017, o setor projeta crescimento de 11%, de acordo com a ABComm. O modelo de comércio garante diferenciação da empresa no mercado, além de possibilitar algumas outras vantagens comerciais. Conforme Philip Kotler, conhecido como o papa do marketing, atrair novos clientes custa de cinco a sete vezes mais do que manter os atuais. Além disso, uma base sólida de integrantes do clube de assinatura garante a renda recorrente e facilita a gestão do estoque, além de possibilitar maior poder de negociação com fornecedores, uma vez que o volume de compras é maior.

 

Particularidades

 

Para gerar resultados expressivos, o que também permite maior poder de negociação, os marketplaces são essenciais, uma vez que o fluxo de clientes e de vendas é grande. Neles, os distribuidores competem diretamente em relação ao valor, enquanto os fabricantes trabalham melhor a margem. Por serem fabricantes, possuem exclusividade dentro do portal, entretanto, a desvantagem é que o produto do seu concorrente inevitavelmente será mostrado junto com o seu, não sendo possível personalizar o que será ou não mostrado.

Além disso, investir em uma loja própria no meio virtual garante segurança e estabilidade, uma vez que o negócio é de total responsabilidade do gestor, que terá meios para solucionar possíveis problemas sem ser pego de surpresa por mudanças políticas ou contratuais, além trabalhar de forma mais satisfatória a margem de lucro.

 

*Bruno Gianelli é sócio-diretor da Betalabs, especialista em sistemas de gestão e plataformas de e-commerce. http://betalabs.com.br/

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