A essência dos presentes de antigamente A essência dos presentes de antigamente
Por Jorge Nahas


Antigamente, o ato de presentear era tão incrível, era um momento extremamente esperado e de felicidade tanto para pessoa que dava quanto para a que recebia. Isso porque, como grande parte dos itens era de feitio artesanal, obter algo realmente desejado que remetesse à pessoa presenteada não era nada fácil e, muitas vezes, alguns chegavam até a confeccionar o próprio presente, personalizando-o e dando um toque especial ao perfil do presenteado. Ou seja, o ato de presentear não era uma simples formalidade, era um momento da mais alta importância para ambas as partes.
Com a globalização e a produção em massa, o cotidiano passou a correr em uma velocidade avassaladora, retirando do cenário este tempero mágico de dar presentes. Hoje é tão fácil comprar qualquer objeto em questão de segundos, que aquela personalização e humanização do presente praticamente morreram. Aquilo que era um momento especial tornou-se rotineiro e até robótico.

Dessa forma, cada vez mais é possível perceber que as pessoas vislumbram ainda a praticidade e conveniência da internet, deixando de lado o toque personalizado, a atenção com o próximo, a relação mais humana, a interatividade está começando a fazer falta.

Para combater esse défict de interrelações humanizadas, unindo a velocidade de um clique na internet à personalização da escolha de um presente, está o mercado de experiência, que veio com grande impacto para revigorar o prazer de um presente. Ou seja, aquela sensação mais intensa, que envolve o cerne humano, a fim de entrar em sua memória e nunca mais deixá-lo esquecer. A essência dos presentes do passado está voltando, graças a este mercado.

O mercado de experiência tem como conceito propiciar um momento único e marcante para a vida do consumidor, que gerará boas lembranças, sempre relacionando a pessoa a aquele momento. Ou seja, para presentear nesse sentido, basta a boa intenção de presentear a pessoa escolhida com algo diferenciado, e ter aqueles poucos minutos para uma compra online.

De acordo com o guru do marketing Philip Kotler, que relata dentre as ideias do Marketing 3.0, estamos na era da humanização, as pessoas querem mais carinho e atenção. Essa melhora na valorização do ser humano pode ter início ao prestigiar alguém com uma experiência única, algo que lembre o valor da vida e que somos gente, não máquinas.

Procurando relações sobre o até então ato mágico, encontrei algumas frases interessantes sobre a arte de dar presente:

· É uma demonstração de carinho que melhora a relação de presenteador e presenteado  (P. Florindo);

· O que importa mesmo é o significado dele para a pessoa que vai recebê-lo (P. Florindo);

· Mais do que dizer o que eu gosto ou deixo de gostar o essencial desse post é entender que acredito que escolher um bom presente seja uma ARTE. Demanda muito mais tempo e paciência do que dinheiro. É raro encontrar uma pessoa que se empenhe na hora de escolher um presente. Eu me esforço, rodo a cidade inteira, busco os interesses do aniversariante, mas não posso dizer que tenho esse dom. Quando gosto e acho que tem a cara da pessoa, compro para dar depois, porém, isso não é bom quando não se pode trocar (Luiza Boudoir).

Agora, se você está preocupado em saber sobre a arte de dar presentes, pode fazer esse teste muito interessante, e conferir se tem ou não este dom. O link para o teste está em http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/testes/viver-bem/voce-sabe-dar-receber-presentes-teste-519907.shtml

Caso você tenha esse magnífico dom, está na hora de utilizá-lo, colocar em prática e passar a idealizar os presentes com aquelas pessoas mais especiais em nossas vidas. Se não tiver, não se preocupe, sempre está em hora de aprender a levar momentos de felicidade para a vida dos nossos entes queridos.

 
Jorge Nahas é CEO da empresa O Melhor Da Vida, especializada em presentes-experiência.
Tags: Presentes, Interatividade, Internet
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