• Abril de 2018
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2018, o ano da Realidade Aumentada

2018, o ano da Realidade Aumentada

O artigo da Fortune que apontou a realidade aumentada (RA) como uma tendência já para 2018 relembra que antes da existência dos smartphones, coisa de dez anos atrás, a maioria das pessoas sequer poderia pensar em gastar cinco horas por dia olhando para um aparelho de telefone, mas que neste ano, a "a tendência do pescoço torto" começará a se reverter. Será? Eu acho cedo e das quatro tendências tecnológicas apresentadas pelo texto – BIot, fintechs, realidade aumentada e bots - essa é a que não acredito que vá pegar neste ano.

Nesta edição do South by Southwest (SXSW) - conjunto de festivais de cinema, música e tecnologia que acontece anualmente em Austin, Estados Unidos, durante a primavera - a Bose, conhecida no mercado musical por fabricar os fones de ouvidos - mostrou que já está explorando a realidade aumentada e apresentou fones integrados a óculos com a tecnologia, afirmando que devem estar disponíveis para desenvolvedores nos próximos meses. A empresa já tem sua própria plataforma para RA que foi construída para gadgets diversos – fones de ouvido, óculos, capacete e outros – os quais deverão vir com sensores para rastrear o movimento das cabeças e controles gestuais, além de trabalhar com GPS pareado com smartphones. Demais, não? A realidade aumentada adentrando no universo da música, mudando a forma como curtimos um som, como dançamos.

Outro exemplo é da Lego, que chegou à final do Innovation Showcase Awards, uma competição de inovação corporativa durante o SXSW com um projeto que tem como base um scanner 3D integrado a um aquário digital. Depois de montar os peixes com os bloquinhos, os usuários colocam as peças na máquina. A partir daí, o sistema cria uma versão digital dos peixes, que interagem na tela com um cardume criado por outros usuários, como destaca matéria da revista Época.

Para quem acha que é só o campo do entretenimento que se beneficiará da tecnologia, a varejista de moda Zara mostra que não: a partir de abril, na Espanha, a marca apresentará displays de RA visando atrair a atenção dos "millennials". Ou seja, uma forma de se renovar e falar na mesma linguagem da nova geração.

Agora vamos a um exemplo que pode beneficiar qualquer área, inclusive Medicina: realidade aumentada combinada à impressão 3D. Um grupo de pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) e da Universidade de Cornell desenvolveu o RoMA (Robotic Modeling Assistant), um robô que agrega tecnologias de impressão 3D, realidade aumentada e um programa CAD. O robô conta com óculos de realidade aumentada, um controle, plataforma giratória e um braço mecânico. Enquanto o designer/usuário projeta e coordena o formato do protótipo em realidade aumentada, o robô realiza a impressão 3D. Reportagem do TecMundo traz um vídeo sobre como ele funciona.

Ao que tudo indica, a Fortune mais uma vez acertou em suas previsões e a realidade aumentada vem mudar a forma como fazemos negócios, como nos vestimos, ouvimos música, dançamos, vivemos. Ainda segundo a publicação, a RA tem como verdadeira promessa "levar as pessoas à informação que precisam sem ter que pedir isso". Mas dizer que "2018 será o começo de viver uma vida aumentada" (como diz o artigo) ainda é um pouco prematuro. Os grandes exemplos que vimos aqui são ainda protótipos ou exemplos apresentados em eventos de tendências, porém não fazem parte do dia a dia de ninguém. Porém, já vale lançar a pergunta: que tipo de informação você quer levar aos seus públicos de interesse? Como a realidade aumentada pode contribuir para o seu negócio? Já experimentou buscar essas respostas?

O artigo da Fortune que apontou a realidade aumentada (RA) como uma tendência já para 2018 relembra que antes da existência dos smartphones, coisa de dez anos atrás, a maioria das pessoas sequer poderia pensar em gastar cinco horas por dia olhando para um aparelho de telefone, mas que neste ano, a "a tendência do pescoço torto" começará a se reverter. Será? Eu acho cedo e das quatro tendências tecnológicas apresentadas pelo texto – BIot, fintechs, realidade aumentada e bots - essa é a que não acredito que vá pegar neste ano.
Nesta edição do South by Southwest (SXSW) - conjunto de festivais de cinema, música e tecnologia que acontece anualmente em Austin, Estados Unidos, durante a primavera - a Bose, conhecida no mercado musical por fabricar os fones de ouvidos - mostrou que já está explorando a realidade aumentada e apresentou fones integrados a óculos com a tecnologia, afirmando que devem estar disponíveis para desenvolvedores nos próximos meses. A empresa já tem sua própria plataforma para RA que foi construída para gadgets diversos – fones de ouvido, óculos, capacete e outros – os quais deverão vir com sensores para rastrear o movimento das cabeças e controles gestuais, além de trabalhar com GPS pareado com smartphones. Demais, não? A realidade aumentada adentrando no universo da música, mudando a forma como curtimos um som, como dançamos.
Outro exemplo é da Lego, que chegou à final do Innovation Showcase Awards, uma competição de inovação corporativa durante o SXSW com um projeto que tem como base um scanner 3D integrado a um aquário digital. Depois de montar os peixes com os bloquinhos, os usuários colocam as peças na máquina. A partir daí, o sistema cria uma versão digital dos peixes, que interagem na tela com um cardume criado por outros usuários, como destaca matéria da revista Época.
Para quem acha que é só o campo do entretenimento que se beneficiará da tecnologia, a varejista de moda Zara mostra que não: a partir de abril, na Espanha, a marca apresentará displays de RA visando atrair a atenção dos "millennials". Ou seja, uma forma de se renovar e falar na mesma linguagem da nova geração.
Agora vamos a um exemplo que pode beneficiar qualquer área, inclusive Medicina: realidade aumentada combinada à impressão 3D. Um grupo de pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) e da Universidade de Cornell desenvolveu o RoMA (Robotic Modeling Assistant), um robô que agrega tecnologias de impressão 3D, realidade aumentada e um programa CAD. O robô conta com óculos de realidade aumentada, um controle, plataforma giratória e um braço mecânico. Enquanto o designer/usuário projeta e coordena o formato do protótipo em realidade aumentada, o robô realiza a impressão 3D. Reportagem do TecMundo traz um vídeo sobre como ele funciona.
Ao que tudo indica, a Fortune mais uma vez acertou em suas previsões e a realidade aumentada vem mudar a forma como fazemos negócios, como nos vestimos, ouvimos música, dançamos, vivemos. Ainda segundo a publicação, a RA tem como verdadeira promessa "levar as pessoas à informação que precisam sem ter que pedir isso". Mas dizer que "2018 será o começo de viver uma vida aumentada" (como diz o artigo) ainda é um pouco prematuro. Os grandes exemplos que vimos aqui são ainda protótipos ou exemplos apresentados em eventos de tendências, porém não fazem parte do dia a dia de ninguém. Porém, já vale lançar a pergunta: que tipo de informação você quer levar aos seus públicos de interesse? Como a realidade aumentada pode contribuir para o seu negócio? Já experimentou buscar essas respostas?

Por Mateus Azevedo, sócio da BlueLab
 
Sobre Mateus Azevedo

Sócio da BlueLab e responsável pela Diretoria de MKT e Vendas. Formado em Administração pela ESPM (SP), com pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral, Mateus é um dos sócios da BlueLab, responsável pela diretoria de marketing e vendas da companhia. Nessa função, desenvolve a estratégia de vendas, sempre com foco na evolução do modelo de negócios, na experiência do usuário e nas diversas plataformas tecnológicas. Além disso, faz questão de participar da contratação de todos os novos profissionais da empresa. Mateus iniciou sua carreira em Trade Marketing na Danone do Brasil, onde permaneceu por dois anos. Em seguida, assumiu a reestruturação de empresas familiares na área metalúrgica, expandindo e diversificando para novos mercados, como projetos de arquitetura estrutural, que garantiram o crescimento mesmo na crise. Em 2012, ingressou na BlueLab, e fez mudanças significativas na empresa, saltando de uma companhia mais técnica de desenvolvimento de produtos para uma focada em atendimento e experiência do cliente. Fluente em inglês e espanhol, Mateus morou na Austrália por um ano. É grande estudioso e amante da escola austríaca de economia e do livre mercado.

Sobre a BlueLab

Fundada em 2008, a BlueLab é uma empresa de automação de atendimento, que usa bots de voz e chat. Oferece serviço completo aos seus clientes, desde o desenvolvimento da persona do robô, implementação, até o suporte técnico, incluindo a evolução da base de conhecimento contínua, infraestrutura de TI e integrações, sem custos adicionais. Alguns dos seus principais clientes são Itaú, Banco do Brasil, Globo.com, Centauro, Teleperformance, Globosat, Pascholatto, Siscom, Certisign, Estácio, Caixa Seguradora e MEC. A BlueLab já foi premiada pela Associação Brasileira de Teleserviços (ABT), Revista Época, Reclame Aqui e Frost & Sullivan. Para mais informações, acesse: www.bluelab.com.br.

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