• Novembro de 2017
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53 importantes tendências de marketing, vendas e inovação

Saber o que vem pela frente ajuda a traçar um planejamento mais eficiente e a criar melhores estratégias para aumentar os resultados, e quem trabalha com marketing sabe que no cenário dinâmico da profissão podem surgir novas estratégias, tendências e ferramentas do dia para a noite.

Não dá para tirar o olho do consumidor, do avanço das tecnologias e da concorrência nem por um minuto. É por isso que preparamos uma lista criteriosamente selecionada com 53 tendências de marketing, vendas e inovação para 2016.

Fique atento a essas dicas e não perca a chance de aplicá-las em sua empresa. Pronto? Então vamos lá!
 
1. O novo marketing vai terminar de se consolidar

Marketing não é mais só um departamento. Kotler, o grande nome do marketing, afirma que o velho marketing já morreu e que quem não inovar vai ficar para trás. Insistir em publicidade explícita e interruptiva poderá levá-lo ao fracasso e ao prejuízo, simplesmente porque os consumidores não aguentam mais e porque ferramentas já bloqueiam e vão bloquear publicidade automaticamente cada vez mais.

Qualquer experiência que envolva interrupções e ofertas sem noção serão ignoradas. A marca agora precisa produzir conteúdos transversais que entreguem valor ao cliente e aqui o objetivo nem sempre será apenas vender mais, mas educar o mercado ou tornar-se referência em um segmento, para só depois colher os frutos. Será necessário se importar de verdade com seu público, humanizar a marca e as interações, porque em algum momento do marketing perdemos isso e começamos a produzir publicidade chata, baseada em monólogos, explícita, intrusiva, falsa, que não criava conexão com as pessoas.

Os conteúdos deverão ser escritos a partir da compreensão do que a audiência busca. As postagens precisarão ser realmente verdadeiras, sem clichês e rapidamente se adaptarem ao cenário dinâmico que envolve o marketing, captando insights, sacadas e oportunidades de interação com os fãs. Além disso, sua audiência e concorrência não será mais local apenas. O mundo poderá ser alcançado facilmente por um post no blog ou um tweet e ferramentas de tradução automática vão acabar com as barreiras envolvendo idiomas.

O objetivo das campanhas de marketing deixa de ser promover o produto e mostrar suas funcionalidades e passa a ser demonstrar afinidades daquele produto com as necessidades do cliente.

2. Ficar de fora do mobile será pedir pra fracassar

Antes o papel de primeira tela era da TV, como mostra um estudo da AdReaction, realizado pela Millward Brown. Mas isso mudou há muito tempo: se sua estratégia ignora o mobile, ela vai fracassar, porque o mobile representa a maior parte do tempo gasto online pelo brasileiro, conforme o relatório da comScore sobre o Cenário Multi-Plataforma no Brasil. Por conta disso, os conteúdos são consumidos desta forma e os sites e blogs precisam estar otimizados para tal, permitindo uma navegação confortável e intuitiva, caso contrário, seu público até chega até seu site ou blog, mas vai embora porque não encontra o que procura ou não entende o que vê.

3. A “Lei do Um” do marketing

A economia do século XX era baseada na massa – produção, mídia, consumo e trânsito de massa. Mas a economia do século XXI está relacionada ao individual. Os consumidores querem serviços e produtos o mais personalizado possível.

Por décadas, os profissionais de marketing tiveram como foco a segmentação: segmentar as pessoas em grupos com base em características demográficas e comportamentos para oferecer comunicações mais propícias. Hoje, estamos caminhando rapidamente para a mídia personalizada, o que significa que os segmentos de audiência atingiram um nível de refinamento que torna possível focar no indivíduo. É o que chamo de “Lei do Um” do marketing.

4. Ferramentas vão automatizar o marketing, mas o tom pessoal deverá continuar existindo

Ferramentas de automação de marketing entregarão conteúdo de modo automático e segmentado para os seus diversos perfis de audiência baseado em um funil de vendas, contribuindo para que um oportunidade tenha mais chance de logo virar um negócio de fato. Além disso, conteúdos serão escritos de forma automática robôs. Parece impossível? Mas já existe. O sueco Sverker Johansson criou um programa que já escreveu 2,7 milhões de artigos e é o autor que mais contribuiu para a Wikipédia: 8,5% dos artigos que estão lá são contribuições dele.

Além dos conteúdos, robôs automatizarão ações em grande escala e enviarão sequências de e-mails planejados dependendo da ação ou estágio do cliente. Postagens em mídias sociais serão carregadas, programadas e automatizadas, sendo possível publicar uma única vez em uma plataforma, que distribui o conteúdo para outras. Apesar de tudo isso, a comunicação precisará ter um toque pessoal e personalizado. Disparar para listas frias de e-mails serão um tiro no pé.

5. Big data e análise preditiva de dados terão especialistas focados

Dados poderão ser cada vez mais analisados de forma refinada para planejar estratégias, identificar público-alvo e falar com eles. Dados não estruturados colhidos pelas diversas plataformas que usamos, como o caso do Facebook, serão usados para segmentar publicidade e entregar conteúdos. A partir de 2016 estes dados serão ainda mais incorporados em nossa rotina de profissionais de marketing e vão auxiliar em análises e decisões envolvendo estratégias. Os dados que a web fornece poderão determinar o que funciona ou não. Testes A/B demonstrarão que tipo de página converte mais. Existirão cientistas de dados, focados em analisá-los e em criar estratégias a partir deles.

Recentemente o Facebook Anunciou uma parceria coma Serasa Experian, e agora será possível segmentar um post patrocinado por renda de consumidor, de acordo com sua renda individual ou familiar.

6. Omni-channel e o foco na experiência do consumidor

Smartphones, Tablets, Smart-TV, Internet das coisas… O usuário já é omni-channel, consumindo serviços e informações de diversos dispositivos diferentes ao mesmo tempo. Impactar os clientes nestes diversos dispositivos é uma tendência. Mas sem dúvida a bola da vez são os dispositivos mobile, em especial o smartphone.

7. Tecnologia vestível e internet das coisas vão ditar novas possibilidades

A tecnologia vestível estará cada vez mais presente em nossa rotina: vamos vestir relógios smartphones, chapéu, calças, sapatos e até camisas capazes de se comunicar com a web, o que revela a necessidade de pensar novos formatos, funcionamentos, possibilidades e estratégias aos profissionais de marketing. A internet das coisas vai adicionar uma camada de serviços em objetivos e equipamentos do seu dia a dia e essa novidade permitirá outras formas de se envolver com seus clientes.

O Google define a Internet das coisas, como uma rede de objetos físicos (por exemplo, eletrodomésticos, sensores, produtos eletrônicos, portas, etc.) conectados à Internet, o que permite que esses objetos assimilem e troquem dados entre si. Trata-se da integração direta entre objetos físicos e um sistema em rede, que resulta numa maior eficiência e noutros benefícios econômicos. Os especialistas preveem que a Internet das coisas será uma realidade para cerca de 50 mil milhões de objetos até 2020. A partir de agora, acreditamos que a Internet das coisas irá emergir como uma nova ferramenta para empresas e negócios que a irão utilizar de forma abrangente para lidar com os seus clientes.

8. Não haverá distinções ou limites entre on-line e off-line

Não existe mais essa de “vida real” e vida na internet. Agora é tudo junto e misturado. O que se faz ou se posta na internet diz muito sobre o que uma pessoa ou marca é. As estratégias de marketing e vendas devem considerar isso. Se uma marca está na internet ela tem o dever de interagir e responder. Se alguém se interessa por um produto de um post e faz uma pergunta sobre ele ou quer comprá-lo mesmo morando em outro estado, é preciso modificar formatos. Neste sentido, lojas físicas precisarão se reinventar e vão precisar considerar ter uma loja virtual, assim como a loja virtual poderá se apoiar na loja física. Falei um pouco sobre isso em um artigo que viralizou, veja aqui.

9. Conteúdos ainda melhores e mais orçamento serão necessários

Por causa do mobile estamos mais conectados e não existe mais o “entrar na internet”, porque estamos lá o tempo todo. Diante de tanta concorrência e competição por nossa atenção, para algo ser visto precisará ser realmente bom e fugir da publicidade explícita. A verdade é que antes de comprar de você as pessoas querem saber quem é você e o conteúdo pode ajudá-lo a se destacar e tornar-se referência. E se existe excesso de conteúdo, pode ser preciso um orçamento maior de marketing para fazer seu conteúdo chegar até seu público e de acordo com a Web Strategies Inc. pode ser necessário aumentar este orçamento em até 35% em 2016.
Além de mais orçamento, poderá ser necessário recorrer a influenciadores em marketing ou em outros nichos para ajudar espalhar sua mensagem, já que possuem alcance, credibilidade e confiança. Uma pesquisa do Grouphigh se aprofundou neste tema a fim de entender melhor a relação entre conteúdo patrocinado por influenciadores e marcas.

10. Design e velocidade serão uma necessidade, não um luxo

Os sites que vão se destacar em 2016 não são apenas os que fornecem o melhor conteúdo, mas aqueles que o fazem da forma mais eficaz e eficiente possível. Isso significa que a maneira que seu site é projetado e a velocidade que ele carrega são fatores essenciais para transformar seu visitante em um cliente.

11. Pagamentos via celular mais comuns

O pagamento via mobile já evoluiu com bons apps de eBay, Amazon, PayPal e outros. Agora, a tendência é melhorar e expandir o serviço com chaves de segurança e proteção de informações. Programas como Apple Pay e CurrentC já permitem comprar qualquer coisa usando o smartphone. Talvez eles substituam os cartões de crédito em cinco anos. (Anthony Johnson, do American Injury Attorney Group)

12. Consumo e economia serão compartilhados

A tendência é que cada vez mais as pessoas busquem serviços e produtos compartilhados. Locais de trabalho e habitação, carros e caronas, pequenos eletrônicos: a economia compartilhada estará presente em todos os aspectos da vida. Isso mudará o modo de consumo, substituindo muitos “compra e venda” por “aluga-se”. (Andrew Schrage, do Money Crashers Personal Finance)

13. O foco será a privacidade

Os consumidores estarão cada vez mais preocupados com a privacidade: nos pagamentos, nas transações, nas buscas por produtos e serviços. Poucos querem que as empresas tenham todas as suas informações depois de comprar ou pesquisar por algo. Aumentará a procura por sites, apps e outras ferramentas para deixar tudo mais discreto e confidencial. (Nick Reese, do BroadbandNow)

14. O consumo do dia a dia será digital

Com a popularização dos smartphones, o consumo do dia a dia será digital. Limpar a casa, pedir o almoço, arrumar o carro: tudo será feito no mundo virtual. (Vishal Shah, do NoPaperForms)

15. E-mail marketing é a bola da vez

Conforme as linhas entre os departamentos de vendas, atendimento e marketing se tornam menos definidas, está claro que o futuro do marketing é a jornada do consumidor. E o e-mail se tornou o ponto de união dessa jornada. Afinal, nós nos logamos e recebemos notificações do Facebook e nossos apps favoritos na nossa conta de e-mail. O e-mail conduz 30% de todas as vendas de e-commerce e 91% das pessoas checam sua caixa pelo menos uma vez por dia em seus smartphones.

Os profissionais de marketing podem combinar o e-mail com insights obtidos a partir de dados do consumidor coletados em canais de comunicação e dispositivos. Assim, conseguirão atingir o elevado nível de personalização exigido atualmente pelo consumidor.

16. A realidade virtual será uma plataforma

Por enquanto, há três plataformas para as marcas trabalharem na era da informação: computadores, mobiles e a Internet. Em breve, a realidade virtual entrará nessa lista. Logo, comerciais e anúncios poderão trabalhar com ferramentas que utilizam a realidade virtual, como o Oculus Rift. (Sathvik Tantry, do FormSwift)

17. Sites responsivos serão mais populares

Os empresários precisarão perceber que a experiência do consumidores no site (seja no desktop, seja no mobile) será cada vez mais importante e irá impactar diretamente na sua percepção ou atitude diante da marca. Assim, sites responsivos e criativos serão essenciais para atrair pessoas, não afastá-las. (Jayna Cooke, do EVENTup)

18. Serviços que facilitem a tomada de decisões

Serviços que oferecem sugestões de estabelecimentos próximos à sua localização para tomar um cafezinho, como o Google Now, tendem a crescer, já que oferecem um pequeno alívio à atualidade acelerada e cheia de escolhas do usuário.

19. Design thinking em grandes empresas

Sempre pressionadas a inovar, grandes empresas estão investindo cada vez mais em incubadoras e aceleradoras e se aproximando da ideia de design thinking. Startups e novos empreendedores vão ajudar essas companhias a inovarem e se fortalecerem na era digital.

20. SEO continuará sua mudança para marketing de conteúdo

O SEO, sigla em inglês para Sistema de Otimização de Busca, não está morto. Ele apenas cresceu. O que antes era visto como uma prática obscura para direcionar os usuários até sua página está se transformando no que profissionais estão chamando de Marketing de Conteúdo. Ao invés de apenas colocar palavras-chave que remetam a buscas relacionadas ao seu produto ou serviço, os filtros cada vez mais rigorosos, exigindo que as empresas criem conteúdo útil aos usuários para ter relevância na hora da busca.

21. Os vídeos vão se tornar a principal plataforma de conteúdo

Assim como a internet evolui, a forma como consumimos conteúdo também. Através do sucesso do YouTube, em 2015, as plataformas de vídeo se consolidaram como uma das principais maneiras de transmitir conteúdo. Com vídeos, é possível alcançar uma taxa de conversão e engajamento dos usuários muito mais elevada do que de outras maneiras. Os estudos mostram que os visitantes ficam dois minutos a mais em uma página se ela tiver um vídeo.

Segundo a pesquisa ZenithOptimedia e NEWCAST cooperação “previsão de vídeo em rede,” o tempo utilizado para assistir vídeos vai crescer 23,3% em 2016. Já em relação à TV tradicional, atingirá o pico em 2016 e começará a declinar. Youtube, Periscope e Snapchat vão bombar e ampliarão as formas de se oferecer conteúdo à sua audiência.

22. Novas carreiras e horários de trabalho vão surgir

Surgirão novas funções e carreiras em marketing. Assim como já existem profissionais focados em sucesso do cliente e outros focados em Growth hacker, algo novo no Brasil, mas consolidado lá fora, responsável por fazer crescer o número de usuários de um produto ou serviço utilizando algum tipo de metodologia que possa ser testada e escalada, utilizando para isso estratégias de search engine marketing, Google Adwords, Facebook Ads, Instagram Ads, mobile, marketing de afiliados, TV, celulares, rádio, aquisições virais, content marketing, e-mail marketing, entre outros. Profissionais focados em produção de conteúdo também serão cada vez mais necessários.

Novos formatos e horários de trabalho serão necessários, visto que o modelo das 8h às 18h não será o ideal dependendo do tipo de produto e público-alvo. Pode ser necessário ter alguém interagindo nos canais da empresa no sábado de madrugada ou moderando comentários e gerenciando crise em um domingo a tarde.
Inevitavelmente será mais difícil encontrar profissionais: eles vão migrar de área ou precisarão ser treinados.

Com a velocidade das transformações e da dinâmica do marketing, as universidades não serão sinônimo de formar profissionais que dominem tudo o que mercado requer. Eles precisarão ser treinados para a estratégia e poderão vir de outras áreas, já existem inclusive dados mostrando uma tendência, a do jornalista migrar pra a área de produção de conteúdo para marcas.

23. Espaços de trabalho para o amanhã: Comportamentos de trabalho serão modelados mais radicalmente pelas mídias sociais em 2016

Muito da colaboração social é permitida pelas ferramentas focadas nos consumidores. Tecnologias como Facebook, Twitter, Linkedin, Foursquare, e muitas outras têm dado origem a soluções similares robustas e centradas nos negócios que oferecem integração de áudio, vídeo, compartilhamento de dados e fluxos de trabalho. Entre essas aplicações incluem a solução da Cisco de “team-rooming”, Spark; da Microsoft Yamer e Skype for Business; Viber; WhatsApp; Slack, e muitas outras. Essas tecnologias incentivam a criação de comunidades; viver, trabalhar, comprar e interagir “em voz alta”; compartilhar ideias; encontrar pessoas e informações mais facilmente; colaborar; e tomar decisões mais rapidamente. Esses comportamentos irão fazer o seu caminho dentro de mais e mais organizações em 2016, permitindo que os usuários finais trabalhem juntos de maneira ininterrupta de diferentes geografias, e horários do dia.
 
24. O e-commerce vai precisar se reinventar

Consumidores hiperconectados tem expectativas bem mais altas e exigem experiências diferentes. O omnichannel vai ganhar destaque por ser uma plataforma única e centralizada que permitirá uma convergência de dados dos clientes e diálogos dinâmicos com eles. Compras não serão realizadas apenas por lojas virtuais convencionais, mas diretamente pelo Pinterest, Instagram ou Facebook Messenger, por exemplo, que estão apostando em novas funcionalidades para permitir compras diretamente por meio deles.

25. Venda da experiência

José Ricardo Noronha, palestrante e consultor de vendas, aponta que com empresas e profissionais oferecendo produtos e serviços cada vez mais similares, uma das grandes tendências na área comercial será a de transformar a venda em uma experiência marcante para o cliente. “O nível de exigência aumenta dia após dia. Com os consumidores bem informados e repletos de opções à sua frente, é crucial transformar cada uma das nossas interações com eles em momentos de puro encantamento. E, para encantar, é preciso superar as expectativas, o que só é possível com profissionais extremamente capacitados”, opina.

Noronha acredita que o melhor caminho para seguir essa tendência consiste na customização e na personalização de produtos e serviços. “Analise se o atendimento e o relacionamento com seus clientes são, de fato, customizados e personalizados. Se a resposta for ‘não’ ou ‘talvez’, pode ter certeza de que será muito difícil fidelizar e garantir a sustentabilidade do seu negócio no longo prazo”, frisa.

26. Tecnologia ao serviço do consumidor

“A tecnologia vai determinar o seguinte contexto: onde, quando e como o cliente quiser.” É o que indica o especialista e palestrante de vendas Marcelo Ortega. Ele acredita que as ferramentas tecnológicas na área comercial terão, cada vez mais, foco no aprimoramento do processo de compra. “A tecnologia vai dar poder global de compra ao consumidor. Haverá, por exemplo, uma intensificação da logística de distribuição de produtos em qualquer lugar do mundo, para que o cliente veja algo em Milão e consiga ter aquilo em São Paulo, em pouco tempo. Tudo isso é inteligência voltada ao cliente”, ressalta Ortega.

Ele salienta, ainda, que quem não pensar em integrar todos os seus canais de vendas para facilitar a vida do cliente não vai prosperar. “Nasce, de fato, o conceito que intitulamos de ‘clientividade’, um neologismo para destacar o cliente como a unidade de lucro mais importante de qualquer negócio”, revela.

27. O consumo de serviços B2B irá aumentar

Grandes líderes, empresários e empreendedores já trabalham com apps e serviço de consumo. Agora, eles irão atrás das tecnologias que permitam o mesmo acesso para os serviços B2B (Business to Business, que se refere a um espaço de troca e venda direta entre empresas). (Elliot Tomaeno, do Astrsk PR)

28. Novas formas de monetizar vão surgir

Além de terem suas próprias regras, nas plataformas alugadas não é possível monetizar da forma tradicional, por meio de publicidade explícita, por exemplo. É por isso que o Facebook é chamado de walled garden, ou seja, um jardim fechado que não permite publicidade, como um blog permitiria (chamados de open web também). Facebook se defende que não se trata de ser um jardim fechado, mas de proteger seus usuários devido a alta qualidade de seus dados. Como não existirá publicidade explícita, surgirão novas formas de ganhar dinheiro: com conteúdo patrocinado. Aqui começamos a verificar a chamada publicidade nativa, ao ler um conteúdo não saberemos se uma marca pagou para alguém falar sobre um produto de forma “disfarçada”.

29. A queda do alcance orgânico exigirá investir em publicidade paga

Com a diminuição do alcance orgânico em mídias sociais será necessário investir para que seu conteúdo apareça. No Facebook, o alcance orgânico está em torno de apenas 2%. Alcançar seu público sem pagar será cada vez mais difícil, principalmente envolvendo plataformas emprestadas.

30. Novas plataformas

A tendência é que os aplicativos conversem cada vez mais com vários aparelhos ao mesmo tempo. A Visa, por exemplo, está buscando uma forma de se conectar com o carro para que qualquer tipo de compra seja realizada sem que o condutor precise sair do veículo, como um Sem Parar.

31. Serviços de luxo em expansão

Com aplicativos de motoristas, como o Uber, as portas se abriram para as pessoas perceberam que são capazes de adquirir tudo que lhes parece necessário com apenas um toque na tela do smartphone. Essa moda deve se expandir para as áreas de banco, saúde, educação e compras, aumentando a quantidade de serviços de luxo disponíveis.

32. A evolução da realidade virtual

Nesse ano, começam a sair as primeiras versões dos produtos de realidade virtual da Sony, Oculus e Samsung para consumidores. Quem pensa que o maior objetivo para essas vendas são os games, está muito enganado. A realidade virtual será usada para estudos científicos, turismo virtual e até mesmo educação.

33. “Encontrabilidade”

“Ser encontrado em lista telefônica já é coisa do passado. As pessoas procuram pelo telefone ou pelo endereço de sua empresa na internet. E, cada vez mais, as procuras estão sendo feitas no próprio celular do cliente”, aponta Branquinho. O especialista em criatividade explica que, para garantir que sua marca apareça nos resultados de busca, é preciso assegurar que o seu nome ou o nome de sua empresa esteja nas principais redes sociais. “Para descobrir onde é possível registrar sua marca, utilize o site username.com.br. Nele, é possível descobrir se o nome já foi registrado com domínios .com.br, .com, .net e em redes sociais”, revela. Ele ainda recomenda que, ao fazer o cadastro da empresa em qualquer plataforma, é preciso sempre se lembrar de deixar públicos o endereço e o telefone.

34. Infraestrutura Digital: É tudo sobre entender seus dados… e como explorar isso

O papel dos dados mudou fundamentalmente. Por muitos anos, profissionais de Data Centers puderam concentrar muito de seu tempo e energia em coisas como unidades de armazenamento e backups, e a melhor forma de executar tarefas como replicação e reduplicação de dados. Em seguida, o foco principal foi a redução dos custos de manutenção dos dados. Agora, tudo isto mudou. Hoje é tudo sobre aperfeiçoar sua habilidade para explorar a informação e encontrar meios de transformar isso em valor para os negócios.
 
35. Inteligência Artificial

Siri, Cortana e a tecnologia “machine learning” do Google são algumas das tecnologias de inteligência artificial que vemos nos produtos que já existem no mercado. Mas a AI continua a evoluir a caminho dos robôs. Na CES, 23 expositores apresentam robôs em 10.000 metros quadrados, um incremento de 71% com relação ao ano passado.

36. Aumento do uso de aplicativos

O uso de aplicativos em dispositivos móveis vem crescendo acentuadamente. Exemplo disso é o famoso WhatsApp. Se o empresário deseja impulsionar suas vendas terá que fazer uso desses recursos. Através deles, é possível otimizar o tempo e os negócios, já que os aplicativos são usados em qualquer lugar, a qualquer momento, além de servirem como meios de integração entre lojas físicas e virtuais.

37. Nuvem Híbrida: A adoção da cloud privada irá crescer em 2016

Nos próximos 12 meses veremos um crescimento da adoção da nuvem privada, com experientes executivos de TI com uma estratégia de “cloud first” caminhando para a adoção de novas ofertas de nuvem privada gerenciada com modelos comerciais baseados em consumo.

38. Celulares ‘auto-carregáveis’

A feira em Las Vegas apresenta novas tecnologias que permitem que celulares sejam carregáveis através de diferentes frequências de comprimento de onda.

A companhia japonesa KDDI e a Ossia também chegam com um produto, chamado Cota, que recarrega automaticamente os celulares por transmissão de dados através de roteadores.

39. Crescimento do e-commerce

Mais uma vez, é possível perceber a importância da internet e da tecnologia para o mundo dos negócios. O comércio eletrônico vem se afirmando como uma alternativa para muitos empreendedores iniciantes e mesmo para aqueles que já estão no ramo há muito tempo, os veteranos.

Através do e-commerce, as empresas ampliam seu potencial, atingindo um público maior e uma maior área de influência. O comércio eletrônico é uma modalidade de negócio que apresenta muitas vantagens, como comodidade e maior segurança para o cliente, funcionamento 24 horas por dia e melhores opções de pagamento (boleto, cartão, depósito em conta, PayPal e outras).
 
40. Economia sustentável

Trabalhar dentro dos parâmetros estabelecidos pelo desenvolvimento sustentável está se tornando uma obrigação para todas as empresas e indústrias. Além das leis que impulsionam as modificações nesse sentido, as campanhas em prol do meio ambiente e o próprio esclarecimento do consumidor conduzem a sociedade no rumo da economia ecologicamente correta.

Ela não agride a natureza, aproveita os materiais (reciclagem), oferece opções mais baratas e eficientes, promove o uso de energias alternativas, desenvolve e usa tecnologia de ponta para extrair matéria-prima, transformá-la e gerar produtos, bem como para distribuí-los e comercializá-los. As empresas que se comprometem com o meio ambiente, além de cumprirem sua obrigação, ganham muito prestígio entre os consumidores.

Como a sua empresa está se comportando nesse ano de 2016? Que desafios de vendas você está enfrentando nesse novo ano? Quais tendências você tem identificado? Deixe o seu comentário!

41. Otimização da empatia para fortes conexões

Rapport é uma técnica usada para criar empatia com outra pessoa, muito utilizada em vendas para estabelecer uma forte conexão entre o vendedor e o cliente. Branquinho acentua que, há muitos anos, fala-se da importância de estabelecer uma sintonia com seu público. “É fácil notar, principalmente em grandes cidades, como as pessoas estão cada vez mais trancadas em suas casas. É como se os clientes tivessem construído muros em torno de si. Os profissionais que se espelharem no tom de voz, na postura e até mesmo nos gestos de seus clientes terão mais facilidade em quebrar essas barreiras”, destaca.

Mas o especialista ressalta que, para conquistar o consumidor, será preciso ir além. E o caminho para isso é a otimização da empatia – ou seja, além do espelhamento, é necessário ter um conhecimento profundo sobre os seus clientes. “E isso é bem fácil de fazer. “Vá até o Google, pesquise pelo nome do seu cliente ou pelo nome da empresa e veja quais notícias foram divulgadas recentemente. Faça uma pesquisa mais a fundo. Assim, antes de apresentar o seu produto ou serviço, você terá assunto para quebrar o gelo e conseguirá estabelecer um rapport ainda mais poderoso”, recomenda.

42. Conteúdo ficará mais interativo

O que transformou o Buzzfeed em um dos maiores sites da internet? Não foram as manchetes características ou as matérias em forma de listas. Foram seus quizzes. O Buzzfeed foi capaz de transformar a premissa de um quiz de personalidade em um fenômeno viral, por mexer com o ego das pessoas. No momento que alguém respondia a um quiz, o site o encorajava a compartilhar os resultados com os amigos em suas redes sociais, motivando todos a fazerem o mesmo.

Esse tipo de conteúdo interativo foi também um dos posts mais visitados do jornal New York Times, com um quiz sobre as variações linguísticas das diferentes regiões dos Estados Unidos. Esse formato faz sucesso pois engaja o usuário de uma maneira a proporcionar uma experiência única ao consumir aquele conteúdo. Em 2016, veremos mais conteúdo interativo no formato de vídeos (como os vídeos 360 graus), realidade virtual, e anúncios que criam um diálogo entre a empresa e seu público-alvo.

43. Snapchat com grande crescimento

O Snapchat está em forte crescimento, com cada vez mais utilizadores. Um dos indicadores mais relevante para medir o sucesso de uma rede social é o seu crescimento. A rede social poderá ter um interface fantástico, funcionalidades únicas, mas se não tem utilizadores o sucesso pode tardar. O Snapchat conta com 200 milhões de utilizadores ativos mensais e 100 milhões de utilizadores ativos por dia. A previsão é que este crescimento continue em 2016, abrindo portas a possíveis novidades para os seus utilizadores.
 
44. Carros inteligentes

Na CES, o espaço destinado à tecnologia automotiva é o equivalente a 3 campos de futebol. Um recorde.

Os veículos autônomos ainda podem demorar para passear sozinhos por aí, mas há muitos motivos para acreditar que 2016 será um ano importante para os carros inteligentes.

Um deles é o anúncio, feito no dia 4 de janeiro, de que a Ford e a Amazon estão conversando sobre este tipo de tecnologia, além da empresa destacar que não quer mais ser uma “montadora tradicional”.

45. Valorização da experiência do empregado

Fjord prevê que, até 2025, o mundo desenvolvido sofrerá um redução de mão de obra qualificada de cerca de 56 milhões de pessoas. Pessoas da Geração X e Boomer, que preferem as formas mais tradicionais de trabalho, vão continuar a se destacar perante aqueles da Geração Z e Millenials, que tendem a trabalhar por menores períodos de tempo em um mesmo local, valorizando apenas o que consideram mais importante. Por isso, as empresas terão que, cada vez mais, valorizar a experiência dos seus funcionários, oferecendo melhores condições e reconhecendo os talentos.

46. Personalização/Mídia Programática

Enviar propaganda direcionada especificamente ao perfil e necessidades de um determinado cliente é a grande tendência atual. O objetivo é mostrar conteúdo e mídia pertinentes, nos momentos certos e em qualquer dispositivo.

47. Entender o “lowsumerism” será vital

Se antes vivíamos a cultura do excesso, agora já se pode ver algo totalmente oposto surgindo: o Low consumerism ou Lowsumerism, um movimento de consumo consciente que procura alternativas focadas em consertar, compartilhar e viver apenas com o necessário. Entender esses movimentos e novos modelos é necessário para traçar estratégias mais assertivas, afinal, se as pessoas querem comprar menos, como é que vamos vender mais?

48. Crescimento de ações sociais

Alguns aplicativos de ações sociais já ganharam espaço, como o Mobile Justice, relacionado ao movimento #BlackLivesMatter e que permite aos usuários gravar um vídeo e enviá-lo diretamente à União Americana pelas Liberdades Civis, e o “Refugees Welcome”, uma espécie de Airbnb para refugiados. Segundo o relatório da Fjord, essa tendência tende a crescer e pode até mesmo atingir algumas entidades de governo.

49. Dispositivos para saúde

O preço de aparelhos para acompanhamento da saúde tende a diminuir cada vez mais e até aqueles que vão muito além da contagem de passos podem ser encontrados por menos de US$ 100. Esse é um investimento útil e que não pesa mais tanto no bolso. O crescimento também está relacionado com uma maior preocupação com a saúde e bem-estar.

50. Óculos Rift - Uma nova dimensão na interação social

O Oculos Rift criado pela Oculus VR foi notícia nos últimos tempos, mais pela sua aquisição multimilionária por parte do Facebook por 2 mil milhões de dólares. Mas as possibilidades em aberto com os oculos Rift são promissoras. O objetivo do Facebook é criar uma nova dimensão na interação social com as imensas possibilidades da realidade virtual.

51. Drones cada vez mais próximos do consumidor

Na CES, os 29 expositores de drones estão mostrando tecnologias mais avançadas, como rastreamento e sensores mais acurados. Os drones estão cada vez mais próximos do consumidor. Nos EUA, a estimativa é que sejam mais de 1 milhão deles vendidos na temporada de compras de 2015.

52. Motores de pesquisa online

As funcionalidades do Google estão cada vez mais aperfeiçoadas, dando ao utilizador uma experiência cada vez mais eficaz e produtiva. A par do Google, também o Yahoo, Bing, Microsoft Edge e Baidu (na China) têm apostado em melhorias. O Facebook tem estado a trabalhar na sua própria versão de motor de pesquisa. Estas melhorias trazem para os negócios mais oportunidades na sua promoção e visibilidade.

53. Growth hacking

Leandro Branquinho, especialista em criatividade e atendimento em vendas, reforça que o growth hacking (que aposta em técnicas de marketing voltadas ao crescimento) será um grande influenciador da área comercial nos próximos anos. “Diferente do que muitos pensam, um hacker não é um subversivo, bandido ou picareta. Hacker é aquele que encontra atalhos. E o hacker de crescimento (growth hacker) é o profissional que está constantemente buscando a otimização das conversões”, explica.

Branquinho comenta que, agora, mais do que se preocupar com a divulgação e a exposição dos produtos, o profissional de Marketing precisará ter a mentalidade do growth hacking – ou seja, focada no crescimento. “Uma das ferramentas utilizadas para hackear o crescimento é o Teste A/B. Vamos supor que, no site da sua empresa, uma página esteja com baixa conversão de vendas. O growth hacker vai criar outras páginas com o mesmo produto, mas com pequenas alterações (no texto, no visual, no botão de comprar, etc.). A página que gerar mais conversões é a que será a página definitiva. Isto é, definitiva até encontrarem um modelo de página que converta (ainda) mais”, esclarece o especialista.

Fonte: www.agenciaunico.com.br

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