• Novembro de 2017
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Varejo de moda: tendências para o consumo

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Por Juliana Dornelles


Identificamos 11 tendências que influenciam diretamente no sucesso ou fracasso desse ano, para o branding de moda e para o Marketing. Para isso foi preciso medir a direção dos valores de consumo para esse período. Vamos ao significado do número 11, que expressa a intuição, a honestidade, a compreensão. O número traduz a inspiração.

O valor é a primeira tendência. Aquilo que é percebido pelo consumidor, pois ele é quem define o valor. Na prática, os gastos excessivos serão substituídos pelo consumo racional. A marca deve expressar esse valor. Sua essência deve envolver os consumidores, em todas as ações onde está presente.
A conexão emocional entre as empresas e os clientes permanece. Os varejistas terão que captar aquilo que impulsiona a sua categoria de produtos. É fundamental conhecer o que os consumidores esperam e só então concentrar as estratégias nessa direção. Se os clientes esperam atendimento personalizado, interatividade, inovação, enfim, prestar atenção nos serviços e valores que estão ao redor da marca.

As marcas devem construir algo próprio e original. Não basta fazer o que os outros estão fazendo, porque não vai funcionar. As ações sociais, ou de sustentabilidade, devem ter credibilidade. A diferenciação virá do apelo emocional. A proliferação de produtos e serviços continua, mas não é garantia de inovação. Essa inovação é melhor percebida através das experiências em consumo, que as marcas podem oferecer.

A interatividade permitiu que os consumidores falem entre si antes de conversar com a marca. As redes sociais estabeleceram a troca de informações e tendem a aumentar, na medida em que os consumidores estão mais confortáveis para obter essa opinião de estranhos. A missão das marcas será projetar um feedback positivo no mundo virtual.

A influência dos amigos também vai aumentar. Há uma confiança nas comunidades, que se estendem para a confiança que eles têm na marca. O boca a boca somente não se impõe, hoje, a palavra certa nesse processo é o que importa. Fazer uso do Facebook Connect é básico. Colocar o canal de venda nas mãos do consumidor. O mobile marketing está crescendo, fazendo com que as empresas criem tecnologia portátil que facilite as transações, pelos smartphones. Facilitar esse consumo estimula a compra por impulso, junto às diversas promoções, em especial se a marca personalizar essa experiência.

Olhar para a concorrência, e não apenas para as marcas tradicionais. As proliferações de marcas e novos produtos se espalham facilmente na rede, portanto, é preciso superar com comentários sobre a sua marca. Oferecer aquilo o que os consumidores esperam se transforma em fidelidade e garante uma vantagem significativa em relação às novas marcas.

Estar antenado às expectativas, que hoje mudam a toda hora. Todos os dias surgem novas tecnologias e inovações. Os aplicativos tornaram-se necessários à vida das pessoas, e as marcas vão brigar por esse espaço móvel. Oferecer serviços de forma criativa nessas ferramentas será o grande diferencial.

O engajamento com a marca continua a ser o objetivo principal. O uso dos métodos é que está mudando a cada dia, como as plataformas de relacionamento criativas, aliando a moda ao entretenimento.


Juliana Dornelles é publicitária, professora e pesquisadora na área de Moda e Cibercultura. Pós-graduada em Moda e Comunicação pela Universidade Anhembi Morumbi e mestre em Estética e História da Arte – MAC/USP. Site www.julianadornelles.com.br.

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