• Novembro de 2017
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Os 7 pontos da boa iluminação

Luiz Renato Roble


Você já deve ter notado ou pelo menos sentido que algumas lojas apresentam um visual agradável, com um poder sobrenatural que envolve e convida as pessoas a conhecê-las, enquanto outras aparentam ser frias ou por demais quentes, que acabam afastando o desejo de permanecer no interior delas, ou pior, de se entrar nelas.

Talvez você não tenha se dado conta, mas esse poder sobrenatural, atraente ou repelente, atende pelo nome de iluminação. Veja a seguir sete pontos básicos que fazem a diferença entre a loja que apresenta um ambiente agradável e vendedor, e outra que apenas tem luzes acesas:

1. Tão importante quanto o que se expõe é como se iluminam os produtos expostos e o ambiente em que eles estão expostos. Pode-se dizer que a iluminação é a grande responsável pela aura de uma loja ou de qualquer outro ambiente comercial. É uma pena que a maioria dos lojistas ainda não descobriu isto.

2. O uso exclusivo de lâmpadas frias torna qualquer lugar uma geladeira. Isso acontece porque o excesso de luz branca não destaca os produtos, não valoriza suas cores e torna o ambiente impessoal. Existem pontos-de-venda, como farmácias, mercearias, açougues e supermercados que tradicionalmente abusam da utilização de lâmpadas frias, enquanto outros já evoluíram no quesito ambiente vendedor e arriscam algo diferente.

3. O uso absoluto de lâmpadas quentes faz com que o ambiente seja, ou aparente ser, abafado e desconfortável aos olhos do público, espantando-o. Boutiques antigas e panificadoras modernas são as campeãs nessa categoria. Na ânsia de buscarem ser atraentes e moderninhas, exageram nos spots e, para que ninguém morra sufocado no seu interior, acabam sendo obrigadas a permanecer com metade das lâmpadas instaladas apagadas o tempo todo.

4. Para que uma iluminação seja eficiente e agradável, ela deve apresentar uma mistura equilibrada de lâmpadas com tonalidades frias e quentes. Para a iluminação geral, utilize lâmpadas com tonalidade fria que consomem menos e iluminam áreas maiores. Já para destacar e valorizar pontos específicos e especiais, como os produtos expostos, vitrines, cartazes ou as áreas de atendimento, utilize lâmpadas com fachos pontuais e com tonalidade quente.

5. Mostre a iluminação. Esconda as lâmpadas. As pessoas devem sentir os efeitos da iluminação, porém de uma forma que não consigam ver as lâmpadas. Caso não seja possível escondê-las, disponha-as de um jeito que não ofusquem os olhos e, portanto, não desviem a atenção do cliente.

6. A iluminação natural é fundamental. Seja por meio de janelas, clarabóias ou jardim interno, ela é capaz de tornar um ambiente sedutor e agradável. Quando isso não for possível, deve-se buscar uma iluminação que, mesmo sendo artificial, como uma clarabóia, propicie uma atmosfera natural ao ambiente.

7. Uma boa iluminação, assim como tudo na vida, é uma questão de equilíbrio. Uma loja ou um escritório não devem ser tão claros a ponto de parecer um cassino de Las Vegas e nem tão escuros quanto a caverna do Bin Laden. Avalie a iluminação de seu ambiente de trabalho e tente encontrar um meio termo. Este cuidado fará a diferença!


Luiz Renato Roble é designer, consultor de Identidade Estratégica e diretor de Criação da DATAMAKER
www.datamaker.com.br

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