| Luiz Mauricio Janela
Diariamente tenho verificado a continuidade de uma prática, que pela maturidade do mercado, já deveria ter sido banida, a forma errada de escolha que inúmeros pretendentes a franqueados teimam querer analisar um negócio, procurando o que “está dando dinheiro”. Almejam entrar assim em uma rede franqueada.
Não dá para começar um empreendimento pelo fim, ou seja, “Quando eu vou ter de lucro no final de cada mês?” É como se a pessoa que deveria responder a essa pergunta tivesse uma bola de cristal, afinal, até essa etapa há inúmeras variáveis. Começar a análise de uma franquia tendo como únicas perguntas: “Qual o custo?”, “Qual o lucro?”, “Quando o investimento se paga?”, entre outras do mesmo tipo, ah, ainda tem aquela clássica, “Quais as taxas cobradas pelo franqueador?”, e ao mesmo tempo aquela torcida de nariz de quem acha caro. Já começa errado, franquia é como casamento, imagine querer casar fazendo perguntas desse tipo, a chance de dar errado aumenta substancialmente. Claro que lucro é importante e não pode ser desprezado, mas como sabemos, lucro é consequência de um bom trabalho. É o fruto do sucesso.
E aquela pergunta que vários esquecem de fazer: “Vou ter prazer nessa atividade?”. Ora, sabemos que em 99,99% de qualquer atividade, a presença do dono é questão sine qua non, é o envolvimento diário do franqueado, ou seja, o umbigo encostado no balcão que fazem crescer as chances de sucesso.
Contudo só é possível que isso aconteça se houver prazer, o franqueado só estará envolvido diuturnamente à frente do negócio se estiver em um empreendimento que goste, que acredite, que seja um prazer e não um castigo ou obrigação, isso é fundamental, daí vem o comprometimento.
Vejamos alguns exemplos de falta de prazer, apenas para refletir:
- Possuir um salão de beleza e não gostar de se relacionar com o público. Resultado, castigo diário.
- Uma pessoa alérgica trabalhando em uma perfumaria. Será um problema e um castigo diário.
- Agora imaginemos que um vegetariano convicto seja o proprietário de uma loja de grelhados ou fast food. Como ele saberia como está o produto final que vende, caso provasse, seria um castigo.
No íntimo, quando alguém entra em algum negócio que não gosta, pensa logo em colocar um bom gerente para ficar à frente da loja e se imagina no escritório só contando os lucros. Como seria bom se isso fosse tão fácil.
Com prazer, tudo é mais fácil. Confira abaixo:
- Na perfumaria alguém que se delicia com aromas. Prazer.
- Abrindo uma doceria, um apaixonado por doces. Prazer.
- Com uma loja de serviços automotivos, um aficionado por carros. Prazer.
- Um proprietário de vídeo-locadora que adora cinema. Prazer.
Para ser um franqueado, o empreendedor de sucesso precisa, além de atuar em um segmento que lhe dê prazer, gostar de se relacionar com pessoas, facilitando, assim, a sua relação com os consumidores, e não pode ter medo de colocar a mão na massa, pois precisa atuar diretamente no seu negócio.
Resumindo, é preciso ter prazer para obter sucesso.
Luiz Mauricio Janela é Administrador com MBA Executivo e MBA em Marketing, com mais de 20 anos de experiência em Vendas e Marketing. E-mail: luizjanela@yahoo.com.br
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