• Setembro de 2017
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RJ: Supermercados oferecem produtos até 50% mais baratos em promoções

Rio - As principais redes de supermercados do Rio competem pelo preço mais baixo. Na comemoração do aniversário de 64 anos, o Guanabara começa hoje a sua tradicional liquidação, com descontos de até 50% em mais de dois mil itens. As ações incluem ainda sorteios de carros, barras de ouro e smartphones. O Mundial também comemora aniversário com descontos de 30% em mais de 300 produtos até o fim do mês. O Extra, por sua vez, promete cobrir as ofertas dos concorrentes e oferece ainda 20% de desconto em eletrodomésticos e na padaria até o dia 30.

Consultor de varejo do Grupo Azo, Marco Quintarelli aconselha que os consumidores pesquisem preço. “O aniversário Guanabara é um evento importante para o varejo, mas os concorrentes também terão preços bastante agressivos. Vale a pena comprar o que estiver mais barato em cada um. Alguns supermercados cobrem ofertas de outros. Pode valer a pena usar desse recurso para escapar das filas”, avalia.

Para o consumidor, a disputa só traz benefícios. A aposentada Berenice Carvalho, 62 anos, conta que sempre aproveita esse período do ano para economizar. “Faço até estoque que dura o mês todo, principalmente de produtos de limpeza e banho. A inflação está alta, então aproveitar as promoções é essencial”, afirma.

Quintarelli lembra, no entanto, que é preciso discernimento na hora de fazer estoque. “Tem que se basear no volume do consumo e na perecibilidade. Não vale a pena comprar, por exemplo, 100 potes de iogurte, que vão estragar. Mas é interessante estocar produtos para as festas de fim de ano, como cerveja, azeite, leite condensado, entre outros”, sugere o especialista.

Já a aposentada Maria Betolete, 69, diz que pretende lucrar com a quantidade. “Vou fazer compras grandes e aproveitar os preços baixos”, comemora.
Segundo o consultor, o ideal é ir às compras no primeiro horário. “Geralmente, pela manhã as gôndolas estão mais organizadas e ainda há produtos no estoque. No fim do dia o abastecimento pode acabar”, alerta. Quintarelli lembra ainda que o consumidor deve tomar cuidado para não se endividar, dando preferência ao pagamento à vista.

Ciente do fluxo intenso de público e carros nas áreas próximas às lojas, a rede Guanabara informou que contratou coordenadores de operação de trânsito para auxiliar os motoristas. Além disso, contratou cerca de dois mil funcionários para agilizar o atendimento aos consumidores. Já a rede Extra apostou em condições facilitadas de parcelamento em até 18 vezes sem juros.

CONFIRA AS OFERTAS

ALIMENTOS

Na rede de supermercados Guanabara, o achocolatado Nescau sai por R$ 2,99. Normalmente, a lata do produto custa em média R$ 5. No mesmo estabelecimento, as marcas de óleo Soja Leve ou Soya custam R$ 1,99. O mesmo produto chega a custar R$ 4 fora da promoção. No Extra, a lata de leite condensado Glória sai por R$ 1,89, enquanto em condições normais o preço médio é de R$ 3. Segundo encarte no site do Mundial válido até domingo, o arroz da marca Prato Fino com 5kg sai por R$ 11,95. O preço médio cobrado geralmente pelo mesmo produto gira em torno de R$ 16.

BEBIDAS

Nos supermercados Extra, a lata de cerveja Brahma de 473ml sai por R$ 2,49 e, de Antarctica, R$ 2,89. Mas o consumidor ganha 25% de desconto na compra da segunda embalagem. No Guanabara, a cerveja Antarctica de 269ml sai por R$ 0,99.

CARNES

O quilo de linguiça tradicional Sadia sai por R$ 6,99 no Extra, que também vende o quilo de acém a R$ 8,90 e de coxa de frango a R$ 4,89. No Mundial, por sua vez, o quilo de picanha bovina (peça ou pedaço) sai por R$ 21,80. Já no Guanabara, o quilo da linguiça calabresa Sadia é R$ 6,98.

LIMPEZA

Nos Supermercados Guanabara, o sabão em Pó Ace ou Surf de 750g sai por R$ 1,99. O preço médio para essas marcas é de R$ 4. Já no Mundial, é possível encontrar detergente Bio Brilho de 500ml por R$ 0,98. No Extra, o produto da marca MInuano está custando R$ 0,79.

Inflação registra queda na segunda semana do mês

A inflação registrou queda na segunda semana de outubro. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,49%. A taxa é 0,02 ponto percentual inferior aos 0,51% registrados na primeira semana do mês, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O recuo na taxa foi puxado principalmente pelo grupo de despesas educação, leitura e recreação. Segundo a fundação, os itens desse segmento tiveram aumento de preços de apenas 0,04% na segunda semana de outubro. Já na semana anterior, a inflação havia sido de 0,45%.

Também tiveram quedas no índice os grupos transportes (que caiu de 0,49% para 0,38%), comunicação (de 0,92% para 0,67%) e despesas diversas (de 0,16% para 0,14%).

Por outro lado, os alimentos e os itens de vestuário pressionaram a inflação na semana pesquisada. A taxa dos gastos com despesas de vestuário passou de 0,23% para 0,6%, enquanto a alta de preços dos alimentos foi de 0,61% para 0,65%.

Outros grupos com avanço da inflação foram habitação (que subiu de 0,48% para 0,49%) e saúde e cuidados pessoais (alta de 0,52% para 0,53%). O IPC-S é calculado semanalmente com base em preços coletados nos períodos de um mês.
A despeito da leve desaceleração apresentada na segunda semana de outubro, a Fundação Getulio Vargas manteve ontem a expectativa de uma taxa entre 0,50% e 0,55% para o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) até o fim do mês.

Economista da FGV, André Braz avaliou que o grupo alimentação ainda deve provocar pressão. “Os in natura já começaram a mostrar uma aceleração e isso tende a se intensificar”, disse. “O tomate, por exemplo, já mostra o vigor das altas. Estava com uma queda de 5,87% e passou para um avanço de 10,97%. Com isso, ele acaba colocando volatilidade no índice”, salientou.