• Novembro de 2017
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Marketing

O futuro do pequeno varejo

Por Claudia Ferreira de Barcellos

As empresas que concorrem em um determinado mercado-alvo, em um determinado momento, podem diferir fortemente em seus objetivos e recursos. Algumas são grandes, outras, pequenas; algumas têm muitos recursos, outras ficam atadas por falta de fundos; algumas são antigas e estáveis; outras são novas e iniciantes; umas lutam por um rápido crescimento de sua participação no mercado, outras por lucros no longo prazo. E todas irão ocupar diferentes posições competitivas no mercado-alvo.” (KOTLER, 1999, p. 415)

O fato é que existe espaço para todos. Mas só vai se destacar quem souber atender às necessidades de seu público-alvo. As empresas, apesar de concorrentes, precisam combinar forças porque a diversidade pode ser muito positiva.

Num local onde existe um comércio variado, uma loja atrai outra e se torna um grupo forte onde todos saem ganhando porque não apenas o ambiente interno do pequeno varejo é atrativo para o consumidor, mas o externo também. Num momento ou outro, conforme citou Kotler acima, uma empresa tomará estrategicamente um rumo diferente da outra. Essa “ousadia” poderá colocar em evidência uma empresa em detrimento da outra se a estratégia estiver embasada em dados obtidos de comportamento de mercado e perfil de consumidor.

Chega um momento em que algo tem que ser feito ou então se cai no marasmo, na igualdade e na mediocridade da inércia e esse é um passo dado rumo à falência.Com o advento da tecnologia onde o cliente acessa um computador e efetua suas compras na comodidade do seu lar, ou faz uma lista de compras por telefone e espera convenientemente que suas mercadorias sejam entregues em casa, o pequeno varejista não pode estacionar.

Tem que olhar para dentro da sua loja, mas tem que observar o comportamento do consumidor e levar em conta as novas tecnologias bem como as mudanças sócio-políticas e econômicas.

As mudanças sociais atualmente têm levado o consumidor a optar por serviços delivery de maneira a evitar se expor à insegurança pública ou à agitação da rotina do comércio das grandes metrópoles. Desta maneira é preciso suprir a essa demanda e oferecer os serviços que o cliente procura.

Muitos serviços delivery são oferecidos pelos pequenos varejistas, mas não basta apenas oferecê-los. É preciso criar-se um diferencial. O cliente está ávido por qualidade de atendimento e prestatividade. A vida moderna leva a um dinamismo e somando-se essas duas realidades, vemos na entrega delivery em curto prazo um diferencial bastante plausível que pode atrair novos clientes. É muito comum o consumidor ficar em casa esperando que a farmácia lhe entregue o remédio, mas essa entrega é, normalmente, demorada. Assim, é necessário investir na logística necessária para que a agilidade na entrega a prontidão do atendimento possam ser realidade na empresa e utilizadas como estratégia de diferencial para o cliente.

Não basta apenas prometer entregar em 15 minutos e não dar conta da demanda. A confiança quebrada, dificilmente é restabelecida. Por isso mesmo é necessário investir-se na logística apropriada que supra essa demanda.

Claudia Ferreira de Barcellos é sócia da empresa RC Consulting.

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