• Junho de 2018
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Lojas virtuais devem se preparar para aumento de tráfego com início da temporada de sazonalidades do varejo

Por Bruno Prado* 

Com projeções cada vez mais otimistas, o varejo digital se consolida como uma das melhores áreas para se investir. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) ela deve atingir o faturamento de R$ 69 bi em 2018, consolidando alta de 15% em relação ao ano anterior. Com isso, o setor se coloca na mira de criminosos e ativistas virtuais, que podem frustrar as expectativas tanto dos consumidores quanto dos lojistas, especialmente nas datas sazonais.

Iniciados em maio, com o Dia das Mães, os períodos de maior fluxo são representados pelo Dia dos Pais, em agosto; das Crianças, em outubro; Black Friday e Cyber Monday, em novembro; e, em dezembro, Natal. Nestes períodos, o número de visitantes nas lojas eletrônicas cresce exponencialmente. Para se ter uma ideia, dados da ABComm indicam que ao todo movimentaram aproximadamente R$ 17 bi, criando grandes oportunidades comerciais para os lojistas e um cenário perfeito para os cibercriminosos que buscam maneiras de causar danos cada vez maiores aos estabelecimentos.

Para dimensionar o prejuízo potencial dessas datas, uma pesquisa do Google Brasil constatou que cada minuto fora do ar, uma loja perde mais de 5 mil acessos, totalizando mais de 300 mil visitantes impactados por hora de indisponibilidade. O estudo foi realizado em um período de Black Friday, que é a maior data do e-commerce nacional. Porém, estes cenários podem ser facilmente aplicados às realidades das outras datas comemorativas. Sendo assim, o investimento em tecnologias que garantam a operação em todas as etapas passa a ser fundamental para converter o máximo possível. 

Soluções de segurança promovem disponibilidade de lojas virtuais e mitigam os riscos 

Uma das ferramentas essenciais para as lojas virtuais é a Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN, na sigla em inglês), infraestrutura interligada que hospeda sites, vídeos, imagens etc, em diferentes servidores espalhados pelo mundo, diminuindo o tempo de carregamento dessas aplicações ao direcionar a conexão ao servidor geograficamente mais próximo. Isso evita que uma página demore para carregar e leve um consumidor a desistir da compra, por exemplo. 

Outra solução importante para a segurança do e-commerce é a de monitoramento de trânsito IP, responsável por evitar ataques DDoS. Os ataques de negação de serviço (DDoS, na sigla em inglês), estão mais frequentes e massivos a cada ano, e têm sido utilizados criminosamente como ferramentas anticompetitivas. Eles acontecem quando diversos dispositivos infectados são direcionados para acessar um mesmo site simultaneamente, causando a instabilidade ou interrupção dos seus serviços. Portanto, as lojas virtuais devem reforçar sua infraestrutura de proteção para se prevenir contra esse tipo de crime, bloqueando as solicitações ilegítimas tão logo um tráfego suspeito seja iniciado.

O varejo eletrônico é um dos mercados mais saudáveis da nossa economia, mesmo diante da crise. Por esse motivo tem atraído olhares diversos, tanto de empreendedores quanto de consumidores. Logo, o investimento em soluções para o desenvolvimento das lojas virtuais deve acompanhar esse crescimento a fim de garantir a prosperidade do segmento.

 *Bruno Prado é CEO da UPX Technologies, empresa especialista em performance e segurança digital. – www.upx.com 


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